Nos últimos anos, a administração do Montepio Rainha D. Leonor (MRDL), uma associação mutualista com sede nas Caldas da Rainha que, entre outras funções, presta cuidados de saúde, «alterou unilateralmente as condições de trabalho dos enfermeiros (e restantes profissionais), tendo reduzido as remunerações e desregulado os horários», denunciava o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) em Agosto de 2025, em vésperas de nova paralisação.
As sucessivas acções de luta dos enfermeiros do MRDL alcançaram o seu objectivo em Outubro de 2025, quando a administração assumiu «vários compromissos de solução relativos a algumas matérias» já para 2026, permitindo que os dois dias de greve agendados nessa altura fossem desconvocados, numa demonstração de boa vontade dos trabalhadores.
Um desses compromissos «era o de aumentos salariais para vigorarem a partir de Junho de 2026» – a instituição não cumpriu. Em nota enviada à comunicação social, o SEP lamenta toda esta situação, acrescentando que tudo se tenha agravado com a total «ausência de comunicação» da administração do MRDL. O SEP pediu uma reunião no dia 2 de Julho sem que, até ao momento, tenha havido «qualquer resposta».
Reunidos em plenário, os enfermeiros do MRDL, perante «a falta de respostas e o não cumprimento do acordo» afirmara a sua «total disponibilidade» para avançar com novas formas de luta e «a continuidade destas acções de protesto», protestos esses que são «da inteira responsabilidade» da administração. É fundamental, no imediato, «estabilizar a Equipa de Enfermagem, para salvaguardar a segurança dos cuidados aos utentes e associados do MRDL e para garantir a viabilidade da instituição». Neste momento, só a greve, convocada para dia 13 de Agosto pelo SEP, é solução.
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