A direcção da SEGMA, uma empresa do grupo da Electricidade dos Açores (responsável pelo fornecimento de energia nas ilhas do arquipélago), «rompeu unilateralmente as negociações salariais» depois de o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN) ter apresentado uma «contraproposta legítima».
Esta decisão é reveladora de um «desprezo absoluto por quem trabalha», considera o sindicato, num nota divulgada nas suas redes sociais. A empresa terá demorado «um mês inteiro para se dignar a enviar um e-mail a decretar o fim das conversações»: não se trata de uma «ruptura de negociações», considera o SIESI, «é um insulto e uma provocação que gera profunda revolta».
Em resposta, os trabalhadores da SEGMA decidiram avançar com uma greve a todas as deslocações, por tempo indeterminado, a começar no dia 2 de Novembro. «Não vamos aceitar ser tratados como números. À arrogância da administração, responderemos com a força da nossa luta».
O sindicato alerta ainda para o «processo de privatização da SEGMA e da GlobalEda» que continua a «avançar na sombra», mantendo os trabalhadores «deliberadamente na ignorância, recebendo apenas migalhas de informação sobre decisões já tomadas». As vidas e os empregos destes profissionais são «completamente espezinhados em nome de interesses financeiros que nos são alheios».
Um dos casos a que o SIESE remete é o da presidência da Comissão de Acompanhamento, cargo ocupado por Gualter Couto, presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada. «Falamos de uma organização que há anos defende, com unhas e dentes, a liquidação e venda da SEGMA — claramente para alimentar o apetite e os lucros dos seus associados», acusa o sindicato.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui