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|Ministério da Educação

Professores exigem inquérito da PGR aos exames nacionais

Era para ter sido o último dia de classificação dos exames, mas acabou sendo o dia em que a Fenprof apresentou queixa à Procuradoria-Geral da República. A federação também apela à escusa de responsabilidade, ao seu abaixo-assinado de protesto e à demissão do ministro.

Créditos José Coelho / Agência Lusa

No meio de tantas inseguranças sobre os exames nacionais, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof/CGTP-IN) tem uma certeza: os professores «não podem ser responsabilizados por erros e negligência que lhes são totalmente alheios».

Somado a isto, os «inúmeros» indícios da «falta de fiabilidade da plataforma» de classificação ao revelar «sucessivas falhas» inspiraram a Fenprof a apresentar uma queixa à Procuradoria-Geral da República (PGR). Enfatizando a responsabilidade do Ministério da Educação (MECI), na figura do ministro, os professores afirmam que Fernando Alexandre «não reúne as condições para continuar a exercer funções».

«Esta situação evidencia o enfraquecimento da capacidade de resposta do MECI», visto pela exaustão dos professores e pela ansiedade dos alunos e suas famílias diante das incertezas. Entretanto, o cenário poderia ser ainda mais crítico se não fosse o «esforço extraordinário» dos professores que conciliam a correção dos exames com as actividades do fim do ano letivo, como demais «avaliações, reuniões, relatórios e inúmeras tarefas administrativas, bem como preparar a abertura do próximo» ano. O esgotamento físico e emocional dos professores deve-se aos meses de «intenso trabalho» e que exigem, «legitimamente, de um período de descanso».

Entretanto, milhares de professores têm também de encerrar o ano letivo nas escolas, concluindo avaliações, reuniões, relatórios e inúmeras tarefas administrativas, bem como preparar a abertura do próximo. Após meses de intenso trabalho, estes profissionais encontram-se física e emocionalmente esgotados e necessitam, legitimamente, de um período de descanso para recuperar energias e prepararem-se para o próximo ano letivo.

Assim, não faltaram razões para justificar a queixa à PGR e o apelo que a federação faz aos professores classificadores, para enviarem escusas de responsabilidade, através de um modelo que a federação fornece, e subscreverem o abaixo-assinado em protesto redigido pela organização.

Fim do prazo de classificação

Inicialmente calendarizada para o dia 10 de Julho, posteriormente adiada para o dia 14, a data limite para a clarificação dos exames foi novamente alterada. A alteração não surpreende a Fenprof, que repercute em comunicado os relatos dos docentes. «Continuam a ser inúmeros os problemas reportados nos fóruns de trabalho dos professores classificadores, muitos ainda sem resposta», afirma.

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