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SEP: plano de contingência vive-se todos os dias com a falta de profissionais

Para enfrentar o calor extremo, a ministra da Saúde anunciou um plano de contingência. SEP/CGTP questiona «com que enfermeiros» o Governo está a contar, já que «todas as instituições de saúde estão a funcionar com números mínimos.

Créditos Manuel de Almeida / EPA

À margem da reunião da Plataforma Regional de Especialização Inteligente em Ciências da Vida e da Saúde realizada esta terça-feira, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, garantiu estarmos preparados para enfrentar a onda de calor que se vai fazer sentido em Portugal ao longo dos próximos dias. «Nós temos os planos todos desenhados», garante a ministra, reconhecendo algumas dificuldades do SNS em dar resposta porque, «como sabem, o período do verão é um período em que nós temos muita falta de recursos humanos devido às merecidas férias também dos profissionais».

É apenas metade da história. Em comunicado enviado ao AbrilAbril, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) relembra que, ainda que as férias tenham sempre algum impacto durante o período de verão, a carência de profissionais de saúde já «obriga a que as Unidades Locais de Saúde funcionem, todos os dias, em contingência», desde logo os serviços de urgência de várias zonas do país.

Sendo certo que, nestes períodos de temperaturas elevadas persistentes, é importante um reforço dos cuidados prestados em casa ou visitas domiciliárias, por exemplo, o sindicato considera fundamental questionar o Governo PSD/CDS-PP «com que enfermeiros» o pretende fazer, «já que todas as instituições de saúde estão a funcionar com números mínimos de enfermeiros». Acresce ainda que o «subfinanciamento e suborçamentação das unidades locais de saúde determina que muitos serviços de hospitais e centros de saúde NÃO TENHAM, sequer, ar condicionado».

O SEP lamenta que continue a «não haver qualquer planificação de médio e longo prazo» para estes casos, agravados pela «pobreza energética das habitações», que continua por resolver e, «como se não fosse suficiente, os salários e as pensões dos portugueses continuam a ser demasiado baixos para permitir que a maioria dos portugueses, desde logo os mais vulneráveis, consigam suportar os custos da eletricidade».

Entre as medidas do plano de contingência está o reforço das consultas abertas para doenças agudas, horários alargados nos centros de saúde e o suposto reforço das equipas. Nas unidades hospitalares, fica em aberto a possibilidade de se abrirem camas suplementares e de serem adiadas cirurgias programadas não urgentes. As medidas dependem do nível de risco de cada região.

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