Se se parece com um pato, nada como um pato e grasna como um pato... porque é que a Génération, uma empresa francesa especializada «na gestão de produtos de saúde e previdência de empresa para o conjunto dos intervenientes no seguro de pessoas» não é uma seguradora, questiona o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (Sinapsa), em comunicado.
O sindicato considera que a única razão para a empresa continuar a negar a aplicação do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT), que garante aos trabalhadores das seguradores o direito a 35h de trabalho semanais, 25 dias de férias e prémios de antiguidade, é o de «continuar a explorar os trabalhadores em Portugal, como tem feito até aqui». Parte desse processo de exploração passa por deslocalizar «para Portugal parte da sua actividade em França para pagar salários mais baixos aos trabalhadores».
Na última reunião de mediação da DGERT, entre o Sinapsa e a Génération, a proposta de Acordo de Empresa foi mais uma vez recusada, recorrendo a empresa ao «argumento da legitimidade do Sinapsa para representar os trabalhadores que em Portugal trabalham para a Génération».
O Sinapsa exige a «igualdade de direitos, incluindo salariais, para todos os trabalhadores em todo o território nacional»; a «definição e organização de tempos de trabalho», nomeadamente através da instituição das 35 horas semanais e dos 25 dias úteis de férias e a definição de um «plano de carreiras» na empresa.
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