A denúncia é feita pelo PCP que, em comunicado, alerta para o facto de que «o dinheiro que supostamente o País receberá por esta criminosa privatização sairá, não da Lufthansa, mas da própria TAP».
Por outro lado, os comunistas consideram que «com a privatização, a Manutenção e Engenharia da TAP será destruída», pelo que «a TAP ficará a realizar apenas alguma da manutenção de linha, sendo o essencial das operações de manutenção transferidas para a Lufthansa Technik bem como os respectivos trabalhadores.
Numa primeira fase, estes ficarão a trabalhar no Aeroporto de Lisboa, apesar de alguns puderem rumar desde logo para a nova unidade que a Lufthansa Technik pretende abrir, com financiamento público, em Santa Maria da Feira». Isto é, a companhia aérea alemã estará a «ser financiada pelo Estado português para substituir a Unidade de Motores da TAP. A privatização, mesmo na sua fase parcial, seria assim o fim de uma das mais prestigiadas e lucrativas componentes da TAP, a sua Manutenção e Engenharia, responsável pela criação de dois mil postos de trabalho altamente qualificados».
O PCP, para além de anunciar que vai pedir esclarecimentos na Assembleia da República sobre este negócio, chama a atenção para o «estado de euforia da Lufthansa, como revelam as afirmações dos seus responsáveis de que «foi a primeira vez que comprámos uma companhia a dar lucro», enquanto em Portugal cresce a preocupação «com a dimensão da negociata e as consequências desastrosas para o País».
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