Com o relatório final sobre o acidente no Elevador da Glória adiado até ao final do primeiro trimestre de 2027, um ano e meio após a tragédia que causou a morte a 16 pessoas, o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP/CGTP-IN) não deixa de considerar «o modelo escolhido de entrega a privados da manutenção do elevador e ascensores» como uma das causas para o desastre.
É indispensável ter este modelo de gestão, e as suas consequências, presente nesse relatório, para que não se criem «as condições para que outros, utentes ou trabalhadores, não se vejam envolvidos em novas tragédias».
André Marques, o guarda-freios da Carris, de 45 anos, foi uma das vítimas do acidente. O sindicato lamenta que, até à data, tanto o executivo PSD/CDS-PP/IL de Carlos Moedas, na Câmara Municipal de Lisboa, e a administração da Carris se tenham recusado a responder às questões colocadas pelo STRUP a 17 de Setembro de 2025.
O sindicato vai realizar uma acção de homenagem a «todas as vítimas e em particular ao nosso colega», no dia 3 de Setembro, a partir das 10h30, depositando uma coroa de flores «ao fundo da Calçada da Glória». O STRUP convida todas as organizações representativas dos trabalhadores da Carris e todos os trabalhadores disponíveis a juntar-se a esta homenagem.
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