Uma década após a privatização do serviço postal britânico, os trabalhadores fazem uma grave face o empobrecimento sentido dado o aumento do custo de vida. Num contexto em que a inflação no Reuno Unido atinge os 10.1%, a mais alta dos últimos 40 anos, e as previsões apontam a que possa chegar aos 13%, os trabalhadores exigem melhores salários.
A forte adesão à greve faz prever que os impactos serão fortes com o The Guardian a avançar que o Royal Mail terá um prejuízo de 100 milhões de libras nesses 4 dias e com a Ebay já a avisar que as encomendas terão certamente atrasos.
Como forma de furar a greve dos trabalhadores, a administração da RoyalMail está a propor um aumento de 2% nos salários e futuros benefícios equivalentes a 3,5% se os trabalhadores concordarem com mudanças nas práticas de trabalho que permita o crescimento da empresa e dos seus negócios. Ante esta proposta, por via da Communication Workers Union, os trabalhadores opõem-se a essa proposta contrapondo com um aumento salarial que acompanhe a infalção.
Para conseguir competir com a concorrência da Amazon, da Evri ou da Dynamic Parcel Distribution, o presidente do RoyalMail quer criar superhubs como o já o existente em Warrigton que permita processar 800.000 encomendas por dia e seriam projectados para laboração contínua acompanhado por um sistema de automação. Para o sindicato isso irá representar o despedimento de milhares de trabalhadores e não aceita que se trabalhe depois da meia-noite.
À BBC, Dave Ward, Secretário-Geral da CWU garante que os trabalhadores «estão unidos e determinados para garantir o aumento salarial digno e adequado que merecem», acrescentando que «Não podemos continuar a viver num país onde os patrões faturam milhões de enquanto os trabalhadores são forçados a usar bancos de alimentos. Quando os chefes do Royal Mail arrecadam 758 milhões de libras em lucro e os acionistas mais de 400 milhões de libras, nossos membros não aceitam a pobreza."
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