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Greve na Easy Jet suspende uma centena de voos em França

Os tripulantes de cabina da companhia britânica de aviação entraram em greve no fim-de-semana contra a desregulação total dos seus horários pela empresa.

Uma centena de voos foi suspensa em França devido à greve dos tripulantes de cabina da EasyJet Créditos / Hürryet

Cerca de metade dos 900 tripulantes de cabina da base francesa da companhia low-cost Easy Jet aderiram à greve, obrigando à suspensão de uma centena de voos nos aeroportos de Paris, Nice, Bordeaux e Lyon, afirmam os sindicatos.

William Bourdon, do sindicato SNPNC-FO, disse à AFP que os tripulantes de cabina exigem estabilidade para o cumprimento dos seus deveres, denunciando que há equipas a trabalhar com 50 a 60 alterações de horários e destinos numa semana.

A situação agrava-se por a maioria das alterações serem feitas à última hora, com entre 24 e 48 horas de antecedência, tornando «extremamente complicado» gerir a vida familiar ou cuidar de crianças e transformando a vida dos trabalhadores num «carrossel permanente», afirmou.

Os três sindicatos envolvidos nas negociações com a empresa emitiram avisos de greve até 2 de Setembro. A maioria dos voos suspensos devido à greve foram cancelados na sexta-feira passada, com a companhia a informar que procurava rotas alternativas para os passageiros.

O porta-voz do SNPNC-FO, porém, explicou que, se faltarem equipas de cabina num aeroporto e a companhia transferir trabalhadores de outra base, abrirá uma lacuna na mesma, devido a um período de intensa procura, por a acção grevista coincidir com um feriado nacional francês.

O país é um mercado chave para a Easy Jet, com a companhia de voos low-cost a posicionar-se em segundo lugar em número de passageiros, cedendo apenas à Air France. A empresa apelou aos trabalhadores para cancelarem a greve no fim-de-semana do feriado e prometeu vir a melhorar as condições de trabalho e encetar negociações em Setembro.

Os sindicatos duvidam e não esquecem que a administração, no passado mês de Abril, ofereceu bónus de 700 euros a cada trabalhador que furasse uma greve marcada para esse mês, apenas para continuar, até agora, com as mesmas práticas de desregulação dos horários de trabalho.

O porta-voz do SNPNC-FO afirmou à AFP ter prevenido a companhia para não usar, este fim-de-semana, tácticas «ilegais» semelhantes.

Contactada pela AFP sobre a situação e as declarações sindicais, a administração da Easy Jet declinou comentar.
 

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