De acordo com o ministério, as estações operacionais estão completamente esgotadas e a funcionar acima da capacidade máxima, no meio de crescentes falhas técnicas e da incapacidade das equipas de manutenção para as reparar.
Num comunicado referido pela Wafa e a palinfo.com, a tutela afirma que apenas 12 dos 34 postos de distribuição de oxigénio se mantêm operacionais, em condições técnicas e mecânicas extremamente complexas, tornando-os incapazes de satisfazer as necessidades crescentes das unidades de saúde e dos prestadores de cuidados.
Os dados do ministério mostram que apenas quatro dos 30 equipamentos de enchimento de botijas de oxigénio ainda estão a funcionar, correndo o risco de paragem repentina a qualquer momento, uma vez que as equipas de engenharia foram impedidas de concluir os trabalhos de manutenção de emergência.
No texto, o ministério salienta que o oxigénio é um recurso vital para os departamentos críticos e que salvam vidas, bem como para os doentes que recebem cuidados domiciliários.
Neste sentido, solicita a abertura imediata de todas os pontos de acesso ao território, de modo a permitir a entrada de peças de substituição e equipamento técnico, e o fornecimento urgente de novos postos de distribuição de oxigénio, para evitar a «iminente catástrofe humanitária e sanitária».
Alerta para falta de combustível e peças de substituição
Também no sábado, a Sociedade Palestiniana de Assistência Médica (PMRS, na sigla em inglês) chamou a atenção para a situação do sector da Saúde na Faixa de Gaza, em virtude do cerco que Israel mantém e que coloca a vida de milhares de pessoas em risco.
Num comunicado citado pela Al Mayadeen, destacou que «a escassez de combustível e de peças de substituição para geradores eléctricos ameaça paralisá-los, o que pode levar à interrupção dos serviços de saúde e ao mau funcionamento de equipamentos e dispositivos médicos em vários centros e clínicas».
Acrescentou que a escassez de combustível para veículos e de peças de substituição também ameaça paralisar as clínicas médicas móveis, «limitando o acesso de pessoas deslocadas a serviços de saúde essenciais, em zonas onde lhes é difícil aceder a unidades de saúde».
Por isso, a associação apelou às Nações Unidas e a organizações humanitárias internacionais para que intervenham de forma urgente no sentido de fornecer e facilitar a entrada de combustíveis e peças de reposição necessários aos geradores e viaturas médicas, frisando que a persistência dessa escassez ameaça privar milhares de pessoas de cuidados de saúde essenciais.
Sistema de saúde em Gaza empurrado para o precipício
A organização Médicos Sem Fronteiras já este mês alertou para as consequências das restrições que as forças de ocupação israelitas mantêm à entrada de materiais necessários ao funcionamento dos geradores hospitalares e das ambulâncias na Faixa de Gaza, colocando milhares de pessoas em risco.
Por seu lado, o Ministério da Saúde no enclave alertou que o sistema de saúde no território vive «um desastre sem precedentes» e que o sector atravessa «a fase mais perigosa da sua história», no contexto da contínua ofensiva israelita.
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