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Ministro israelita quer matar 30 a 40 palestinianos por noite

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, defende que as forças sionistas deveriam matar entre 30 a 40 palestinianos todas as noites na Faixa de Gaza. Segundo o mesmo, os palestinianos «não merecem viver lá» e «nem sequer são pessoas». 
 

Créditos Abir Sultan / EPA

Naquela que para as potências imperialistas é «a única democracia do Médio Oriente», os apelos ministeriais ao genocídio e limpeza étnica continuam. Desta vez, o protagonista foi o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, um dos membros mais tenebrosos do Executivo de Benjamin Netanyahu.

Numa entrevista ao Financial Times, Ben Gvir sugeriu que o exército israelita deveria matar selectivamente entre 30 a 40 palestinianos todas as noites na Faixa de Gaza. As declarações surgem num contexto de preparação para as eleições legislativas de Israel  que estão agendadas até o dia 27 de Outubro de 2026, onde o radicalismo é um trunfo eleitoral, algo que revela bem em quê que Israel se tornou.

Ben Gvir é líder do Otzma Yehudit, partido de extrema-direita e terceira força política no Knesset, o que lhe permitiu chegar ao Governo por via de uma coligação de direita que levou Benjamin Netanyahu ao poder. Ao longo da governação, partidos como o Otzma Yehudit foram pressionando agir de determinada maneira, e agora, perto do próximo acto eleitoral, a extrema-direita sente que pode forçar cada vez mais, posições de limpeza étnica.

Deste modo, ao longo da entrevista ao Financial Times,  Ben Gvir procurou criticar a decisão de Benjamin Netanyahu de reduzir as operações militares na região, algo encarado como uma cedência a Donald Trump, cuja popularidade tem caído a pique no contexto norte-americano.

O ministro israelita considera, então, que o seu país deveria construir mais «assentamentos judaicos» no enclave palestiniano, considerando que os palestinianos «nem sequer são pessoas». Na sua visão criminosa, Ben Gvir entende que o exército israelita deveria matar entre 30 e 40 palestinianos todas as noites na Faixa de Gaza, porque «não merecem viver».

Importa relembrar que um estudo conduzido pelo economista Michael Spagat, do Royal Holloway College, da Universidade de Londres, estimou que, até ao início de Janeiro deste ano, mais de 80 mil palestinianos haviam sido assassinados às mãos das forças israelitas, mais 65% do que o que foi possível contabilizar oficialmente. 
 

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