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|Palestina

Hebron acolhe famílias expulsas por Israel em vésperas de eleições

O governo de Benjamin Netanyahu intensifica uma violenta punição colectiva na Cisjordânia e já deslocou mais de dois mil palestinianos. Moradores e comerciantes de Hebron mobilizam-se para acolher deslocados. Autoridades locais denunciam manobra eleitoral.

Créditos Atef Safadi / EPA

A solidariedade e a organização comunitária voltam a erguer-se na Cisjordânia face à brutalidade da ocupação israelita. Moradores da cidade de Hebron uniram-se para abrir as suas casas e acolher milhares de palestinianos forçados a abandonar as suas residências, na sequência de uma violenta ofensiva militar desencadeada pelas forças de Telavive.

A operação repressiva, iniciada na última sexta-feira, 23 de Outubro, irrompeu em vésperas das eleições parlamentares que acontecem esta terça-feira em Israel, escrutínio que poderá ditar a manutenção ou a queda do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, cuja coligação de extrema-direita enfrenta dificuldades nas sondagens.

Punição colectiva e destruição em massa

A ofensiva deixou um rasto de destruição e desalojamento forçado, que afectou mais de duas mil pessoas, quase metade delas menores de idade, além de dezenas de mulheres grávidas e de idosos.

De acordo com relatos recolhidos no terreno, centenas de famílias receberam ordens de expulsão sumária sob ameaça, vendo as suas habitações convertidas em postos e bases operacionais militares israelenses. No bairro de Farsh al-Hawa, escavadeiras do exército arrasaram uma zona industrial que incluía oficinas, armazéns e uma fábrica de cerâmica, reduzindo o tecido económico local a escombros.

Enquanto o exército israelita tenta justificar as expulsões, alegando falsas retiradas voluntárias e ligações familiares generalizadas a organizações de resistência, argumentos desmentidos firmemente pelos moradores, o povo palestiniano demonstra, mais uma vez, que a resistência e a solidariedade é o principal escudo frente à política genocida e criminosa de Israel. 

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