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PEV opõe-se ao Projecto da Central Fotovoltaica Sophia

O Partido Ecologista Os Verdes manifesta a sua oposição ao Projecto Sophia, tal como se encontra configurado, e solicita a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental desfavorável.

 

O PEV considera que, mesmo após a reformulação do projecto da Central Solar Fotovoltaica de Sophia e LMAT associadas, que abrange os concelhos do Fundão, Penamacor e Idanha-a-Nova, «subsistem riscos para habitats, espécies ameaçadas, solos, paisagem e integridade territorial com interferência nos ecossistemas e interligação com áreas naturais raianas, com impactos sobre o lobo-ibérico, a expansão da área de distribuição do lince-ibérico e avifauna de grande porte, nomeadamente de rapina e necrófaga».

Os ecologistas consideram particularmente graves os «impactos cumulativos, somando-se a outras centrais fotovoltaicas na região, à Central de Biomassa do Fundão e à pressão para mineração de lítio na Argemela, numa área de grande valor ecológico», para além de considerarem que a plantação de 40 mil árvores «não restitui, a curto prazo, a homeostasia de ecossistemas consolidados, cuja regeneração levará décadas».

Por outro lado, o PEV chama a atenção para os megaprojetos fotovoltaicos já instalados na região e que geram benefícios locais limitados, mas com elevados custos ambientais, sociais e paisagísticos, sublinhando que «a transição energética é necessária e inadiável, mas não pode servir de pretexto para a delapidação dos territórios do interior, como ameaça suceder com o Projeto Sophia, comprometendo a sua biodiversidade e paisagem e fragilizando as atividades económicas que sustentam as comunidades locais».

 

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