A presença anunciada de Rubio no Peru gerou uma vaga de repúdio no seio de movimentos sociais e estruturas sindicais, que acusam a actual administração norte-americana de ter uma visão supremacista e de não respeitar o direito internacional.
A visita de Marco Rubio foi divulgada nas redes sociais pelo vice-presidente do Senado peruano, Alejandro Muñante, que a enquadrou num giro que também inclui o Equador e Colômbia, de 8 a 10 de Setembro, «com uma agenda centrada em fortalecer as alianças estratégicas na região».
«Não são bem-vindos aqueles que vêm impor ao nosso país a política do garrote, da pilhagem dos nossos recursos naturais, da Amazónia, da água, do nosso legado civilizacional», declarou a Frente de Partidos Progressistas e de Esquerda, juntamente com sindicatos e outras forças sociais.
Para estas organizações, a figura de Rubio e a de Donald Trump «representam um império decadente», que aplica uma política de não reconhecimento do direito internacional e dos tratados que regem o multilateralismo.
Por via dessa política, acrescenta a declaração da Assembleia Nacional dos Povos, «impõem os seus interesses, que não são outros que os das corporações militares, dos bilionários da tecnologia digital».
As organizações populares alertam que a visita de Rubio pretende consolidar com a extrema-direita o Escudo das Américas para o confronto com a China, que se liga ao que designam como Pacto Macioso (partidos de direita), que acusam de assumir uma política de capitulação no Peru e na região.
«Marco Rubio, cubano-norte-americano, é um supremacista ligado ao sionismo genocida. Vangloria-se do rapto de Nicolás Maduro e da sua mulher na Venezuela, do bloqueio energético contra Cuba e das execuções extrajudiciais nas Caraíbas e no Oceano Pacífico», denuncia o texto, citado pela TeleSur.
A visita de Rubio ao Peru ocorre pouco depois de o país sul-americano, agora sob a presidência de Keiko Fujimori, ter anunciado a ruptura de relações diplomáticas com o Irão, um passo que o Departamento de Estado norte-americano valorizou.
«Nós, os movimentos sociais, repudiamos a sua presença, erguemos as bandeiras da defesa da Pátria, da Soberania Nacional e da Paz na nossa região», declara a Assembleia, que apela a posicionamentos semelhantes e a manifestações sociais e culturais de rejeição da «indignidade» que a presença de Rubio no país representará.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui