A informação de que a dependência do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) no Seixal tinha sido encerrada no dia 1 de Setembro foi recebida com «estupefacção» pelo executivo da Câmara Municipal do Seixal (CMS). A Unidade Local de Saúde Almada Seixal (ULSAS) limitou-se a comunicar ao ICAD que tinham de vagar as instalações, sem apresentar qualquer alternativa, o que provocou este encerramento.
«Estamos a falar de pessoas, de famílias e de uma resposta de saúde pública que não pode ser descontinuada», defendeu Paulo Silva (CDU), presidente da autarquia, nas suas redes sociais. Esta dependência prestava apoio a «mais de 300 utentes que se querem livrar das dependências e que, por isso, necessitam de todo o apoio».
A CMS não pode aceitar que se encerrem instalações e respostas fundamentais no concelho no combate às dependências. Numa reunião realizada com o ICAD, convocada de emergência pela autarquia, o executivo municipal deixou claro que o «concelho do Seixal precisa destas respostas», razão pela qual a «Câmara Municipal do Seixal vai disponibilizar instalações para o ICAD funcionar».
«O que o Governo, através da ULSAS, tira, a Câmara Municipal do Seixal dá!», neste concelho «ninguém fica para trás». Paulo Silva defende ser este o modelo na CMS: «encontrar soluções, mobilizar parceiros e fazer o que for necessário para defender causas e pessoas que precisam de apoio».
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