A Comissão de Utentes da Saúde do Concelho de Almada (CUSCA) denuncia num comunicado que «continuam a privar a Trafaria de cuidados de saúde de proximidade, penalizando especialmente idosos, crianças, pessoas com mobilidade reduzida e famílias com menores recursos». A CUSCA recorda na nota de imprensa enviada este domingo às redacções, que, após anos de luta da população e da comissão de utentes, foi anunciada a instalação de consultas médicas e de enfermagem, duas vezes por semana, nas antigas instalações do Centro de Saúde da Trafaria. No entanto, sucessivos atrasos no processo de licenciamento impediram a concretização da solução prevista, anunciada inicialmente para Agosto de 2025.
A ausência de respostas levou a CUSCA a solicitar uma audiência urgente à ministra da Saúde em Junho deste ano, pedido posteriormente reiterado junto do Ministério da Saúde, mas sem sucesso. «Mais recentemente, a Unidade Local de Saúde Almada-Seixal (ULS Almada-Seixal) informou que a solução prevista já não poderá avançar, alegadamente por falta de profissionais disponíveis», denuncia a comissão de utentes. Para a população, que continua a ser privada de cuidados de saúde de proximidade, esta situação «é inaceitável».
Numa reunião pública realizada em Setembro, os residentes decidiram, por unanimidade, exigir ao Governo e às entidades competentes a criação imediata de uma Extensão de Saúde na Trafaria e a colocação dos profissionais necessários ao seu funcionamento regular, garantindo o acesso da população a cuidados de saúde primários de proximidade.
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