Esta iniciativa realiza-se, segundo os promotores, no momento em que se aproxima a vindima e os problemas dos viticultores do Douro «persistem e agravam-se». A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) explica num comunicado que os viticultores são obrigados «a ter de vender as uvas abaixo dos custos de produção, sem contratos e com os mesmos preços de há décadas», enquanto os factores de produção aumentam cada vez mais. Uma situação que os empurra «para o abandono da terra, enquanto outros agentes acumulam lucros, vinhas e poder».
Por outro lado, a CNA denuncia as «elevadas importações de aguardentes e vinhos a granel», apesar da matéria-prima disponível na região e das «uvas que muitos viticultores não conseguem vender».
Os viticultores do Douro sublinham que este território, Património Imaterial da Humanidade, é «cada vez mais, um território de injustiças», com as «casas exportadoras e a grande propriedade acumulam lucros de milhões de euros».
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