Passados quase nove meses do tão aguardado reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal, as agressões israelitas continuam impunes. Agora, 76 organizações da sociedade civil pedem que o Governo português cumpra com as suas obrigações de «condenação explícita» e repudia a «acção criminosa de Israel contra o povo palestiniano» e contra cidadãos de diversas nacionalidades em solidariedade com este povo.
«Tome as medidas que estão ao seu alcance para promover o cumprimento das resoluções das Nações Unidas relativamente à concretização do Estado da Palestina, incluindo pela suspensão do Acordo de Associação UE - Israel, e desvinculando-se unilateralmente deste», lê-se na carta entregue hoje à tutela de Paulo Rangel.
A entrega, no actual contexto, ganha contornos ainda mais relevantes, já que Portugal se prepara para assumir funções enquanto membro não-permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Perante a recente eleição, os subscritores do apelo consideram uma «responsabilidade acrescida» que exige «actuação coerente com os princípios da Constituição da República Portuguesa, com Carta da ONU, da defesa da paz, da soberania dos povos e do direito internacional».
A iniciativa, que à data da entrega reúne 76 organizações pelo país, foi lançada há apenas duas semanas pelo Comité Nacional Preparatório de Portugal (CNP) do 20.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes. E hoje conta com o apoio de associações estudantis do Ensino Secundário e Superior, associações culturais, colectividades recreativas, juventudes partidárias, sindicatos e associações de causas sociais.
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