No final de Abril, Ahmed Ashraf Hussein Al Najjar passou no processo de admissão a alunos internacionais no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL). Porém, o futuro estudante de licenciatura ainda não conseguiu chegar a Portugal. Ahmed está retido na Faixa de Gaza, vítima não apenas da política genocida de Israel como também da manutenção de um bloqueio total de fronteiras. Para o palestiniano, nestes estudos no estrangeiro estão conjugados a oportunidade de desenvolvimento académico, mas também de sobrevivência fora dos perigos da guerra.
Já com o compromisso de um cidadão português, de garantir o alojamento do estudante na sua própria casa e «suportar integralmente todas as suas despesas», Ahmed precisa agora que o Ministério dos Negócios Estrangeiros interceda por ele, incluindo o seu nome «nas listas de coordenação diplomática para autorização de saída e emita o respectivo salvo-conduto/visto humanitário», conta este cidadão numa comunicação que faz a alguns partidos políticos, a que o AbrilAbril teve acesso.
Com a gravidade e a urgência da situação, o PCP questionou, esta segunda-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares sobre que conhecimento têm da situação de Ahmed; que medidas vai tomar o ministério liderado por Paulo Rangel e quais são os «mecanismos de evacuação e acolhimento de estudantes palestinianos em risco aceites em instituições de Ensino Superior públicas portuguesas».
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