Em Portugal cobram-se, nos empréstimos, as mais altas taxas de juro da Europa. São sete milhões que, revela o Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (Sintaf/CGTP-IN) num comunicado, chegavam para pagar as operações da banca, enquanto que as famílias a pagar créditos à habitação se deparam com grandes dificuldades. Por outro lado, denuncia, em Portugal paga-se uma das mais baixas taxas de remuneração dos depósitos, o que leva a banca a obter rendimentos 9,8 acima da Europa.
O Sintaf afirma que, apesar dos «lucros fabulosos» apresentados pelos bancos, estes e «alguns sindicatos» chegaram à conclusão «que não há margem para aumentos dignos, que visem recuperar o poder de compra dos trabalhadores bancários».
A estrutura sindical recorda que, em 2021, com uma inflação de 1,3%, os aumentos salariais foram de 0,5% para os trabalhadores bancários e 1,7% para as administrações. Já em 2022, com uma inflação de 8,1%, os trabalhadores tiveram uma actualização de 1,1%, que foi de 20% para os administradores. Em relação a 2023, o SINTAF refere a inflação prevista de 5,3% e aumentos de 4,5% para os trabalhadores, admitindo que o valor não vai «ao encontro dos anseios dos trabalhadores» nem das dificuldades que sentem no dia-a-dia.
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