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|Assembleia da República

Chega pretende esconder o terrorismo bombista promovido pela extrema-direita

A pretexto da desclassificação de documentos, o que André Ventura e o Chega pretendem é ocultar a acção terrorista bombista da extrema-direita, entre 1975 e 1977, contra o 25 de Abril.

Comunistas retomam o Centro de Trabalho do PCP em Braga, incendiado e destruído pelos fascistas, transformando-o num símbolo da luta pela liberdade Créditos / Avante!

O Projecto de Resolução do Chega, discutido esta quarta-feira na Assembleia da República, que recomenda a «desclassificação de todos os registos, documentos, dossiers e arquivos dos serviços de informações relativos à organização terrorista de extrema-esquerda FP-25, desde a data da sua criação até à data da amnistia dos crimes cometidos pela mesma», mais não é do que uma operação de manipulação e mentira, e de ajuste de contas com o 25 de Abril.

Trata-se de mais uma tentativa, por parte de André Ventura, de revisão da história, de apagamento e branqueamento da acção terrorista da extrema-direita no pós-25 de Abril, num quadro em que todos os pretextos e justificações servem para a direita radical e reaccionária protagonizar as mais diversas campanhas contra a Constituição da República, a democracia e a liberdade.

Ventura e o Chega pretendem fazer esquecer a violência e a acção terrorista de organizações como os chamados Exército de Libertação de Portugal (ELP) e Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), apoiados por forças da direita e da extrema-direita e envolvendo cumplicidades várias, políticas e militares. À conta do terrorismo de extrema-direita contam-se mais de 500 acções, incluindo atentados bombistas, assaltos, incêndios, espancamentos e atentados a tiro que, no seu conjunto, resultaram em mais de uma dezena de assassinatos.

Quanto às Forças Populares 25 de Abril (FP25), foi uma organização criada em Abril de 1980  que, usurpando o nome emblemático da Revolução dos Cravos, nada teve a ver com o 25 de Abril e serviu apenas a estratégia golpista e subversiva das forças reaccionárias.

Durante o debate parlamentar, o PCP manifestou acordo com a «desclassificação dos documentos, quer quanto ao terrorismo bombista das forças reaccionárias contra o 25 de Abril, quer quanto às FP-25», considerando que haverá muita informação que ajudará à compreensão dos factos, nomeadamente sobre quem compactuou, «directa ou indirectamente, com as acções bombistas e terroristas». No mesmo sentido vai o Projecto de Resolução do BE, que propõe a criação de uma «Comissão para a Desclassificação e Estudo dos Arquivos relativos à Violência Política do Pós-25 de Abril, e estabelece um regime especial de acesso aos documentos relativos às Forças Populares 25 de Abril e à rede bombista».

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