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|Parentalidade

Clube Inglês do Porto castiga trabalhadoras por pedirem horário flexível

O Clube Inglês do Porto recusa a duas trabalhadoras que cumpram o seu horário de trabalho, depois obterem uma deliberação favorável para um horário flexível, no âmbito da lei da parentalidade.
Créditos / Pixabay

A situação é denunciada pelo Sindicato da Hotelaria do Norte (CGTP-IN), em comunicado, estando em causa «direitos fundamentais previstos na lei e na Constituição da República».

O Oporto Cricket & Lawn Tennis Club, mais conhecido por Clube Inglês do Porto, é acusado de impedir duas trabalhadoras de cumprirem o seu horário de trabalho. Ambas requereram a fexibilidade de horário e obtiveram a deliberação favorável da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), conforme previsto na lei da parentalidade.

Segundo o sindicato, numa reunião com o clube «ficou claro que não há nenhum problema para o cumprimento do horário requerido, mas o clube entende que compete a este estabelecer o horário e que não tem de observar a preferência dos trabalhadores e a deliberação da CITE».

«As trabalhadoras em causa já tinham sido ameaçadas pelo clube de chamar a PSP para as expulsar das instalações e, agora, alegando que estão de folga, impediu-as de ocupar o seu posto de trabalho e de exercerem as suas funções profissionais», lê-se no comunicado.

Uma atitude do Clube Inglês do Porto, reitera o Sindicato da Hotelaria do Norte, que põe em causa «direitos fundamentais» como a «conciliação da atividade profissional com a vida familiar e pessoal do trabalhador e o direito à ocupação efectiva».

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