Em Abril, os 23 trabalhadores trabalhadores do Matadouro Industrial do Cachão, em Frechas, no concelho de Mirandela, foram confrontados com a informação de que o tribunal havia decretado a insolvência da empresa, cuja maioria do capital é detida pelas autarquias de Mirandela e de Vila Flor. A capitalização do juro de um empréstimo de 400 mil euros, solicitado pela administração, já se fixa, neste momento, em valores próximos dos 983 mil euros.
Na altura, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN) lamentou o resultado deste processo, «o culminar de um longo processo de má gestão, marcado por opções de endividamento cuja finalidade nunca se traduziu na melhoria das condições de trabalho, nem no reforço da capacidade produtiva» do maior matadouro de Trás-os-Montes.
Dois meses depois, «continuam por esclarecer questões fundamentais relativas ao futuro da unidade, aos postos de trabalho existentes e à continuidade de um serviço essencial para a produção agropecuária de Trás-os-Montes», denuncia o sindicato. O eventual encerramento desta unidade teria «consequências económicas e sociais gravíssimas para a região, afetando produtores, comerciantes, transportadores, trabalhadores e consumidores».
Nesse sentido, e porque «o silêncio não serve os interesses de Trás-os-Montes», o SINTAB apela a todas as associações de criadores de gado, às associações comerciais representativas dos operadores económicos ligados à comercialização de carne bovina e demais actividades conexas que assumam uma «posição pública clara sobre esta matéria». O futuro do Matadouro Industrial do Cachão diz respeito a «todos aqueles que diariamente contribuem para a produção de riqueza na região e que dependem da existência de uma cadeia agroalimentar forte, integrada e capaz de responder às necessidades do território».
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