A acção judicial pelo reconhecimento do direito das trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia (SCM) de Vizela às diuturnidades (um complemente à remuneração que valoriza os trabalhadores com vários anos de casa) começou por incluir «várias trabalhadoras» desta instituição. O caminho, ainda assim, não foi simples: a Santa Casa «pressionou estas trabalhadoras, levando várias delas a desistir do processo», lamenta o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN), em nota divulgada nas redes sociais.
«Só uma se manteve firme até ao final, resistindo quando todas as suas colegas já tinham recuado». Não fosse a «coragem e a determinação» desta profissional, que enfrentou sozinha a sua entidade empregadora, e nenhuma das trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia de Vizela estaria a contar, ao dia de hoje, com um aumento substancial das suas remunerações.
A sentença do Tribunal de Guimarães «deu razão» à trabalhadora, forçando as Santas Casas da Misericórdia a pagar as diuturnidades que estão previstas na portaria de extensão do Contrato Colectivo de Trabalho das IPSS e de todas as SCM. Estas instituições, como determinou a justiça, «têm mesmo de nos pagar diuturnidades».
Este caso deve servir de «exemplo» a todos os trabalhadores, independentemente do seu sector de actividade: «vale mesmo a pena conhecer e lutar pelos nossos direitos — e resistir às pressões de qualquer chefia», afirma o CESP.
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