O festival abrirá a 8 de Maio, nos Recreios da Amadora, com Mário Laginha acompanhado por Julian Argüelles (saxofone), Romeu Tristão (contrabaixo) e João Pereira (bateria), a reinventarem, com a linguagem do jazz, as composições de Carlos Paredes.
A 13.ª edição do Amadora Jazz vai acontecer em quatro dias – de 8 a 11 de Maio – nos Recreios da Amadora, no Cine-Teatro D. João V e no Auditório de Alfornelos e acolherá, pela primeira vez, uma residência artística.
O trompetista português Luís Vicente e o percussionista norte-americano Hamid Drake estarão numa residência artística em Alfornelos, nos dias que antecedem o concerto, e tudo será gravado para a edição de um álbum.
Além do quarteto de Mário Laginha e de Luís Vicente com Hamid Drake, o cartaz do Amadora Jazz conta este ano com o contrabaixista Carlos Bica, também em quarteto, para apresentar o álbum «11:11», editado no ano passado, e com a pianista norte-americana Myra Melford, à frente de uma nova formação, o Splash Trio.
O concerto de encerramento ficará por conta do GeraJazz, a formação jazzística que nasceu no contexto da Orquestra Geração, sob a direcção de Eduardo Lála.
Carlos Paredes nasceu em Coimbra, a 16 de Fevereiro de 1925, e morreu em Lisboa, a 23 de Julho de 2004. Combatente antifascista, opôs-se à ditadura de Salazar e foi preso pela PIDE, no final da década de 1950, tendo sido encarcerado na Cadeia do Aljube e no Forte de Caxias. Em Dezembro de 1993 foi-lhe diagnosticada uma mielopatia, doença que lhe atacou a estrutura óssea e que o impediu de tocar a guitarra. Ainda assim, nesse ano começou a gravar o último álbum, «Canção para Titi», que seria editado apenas em 2000.
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