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|Médio Oriente

Autoridades sírias condenam ataques israelitas no Sul do país

O governo da Hayat Tahrir al-Sham (HTS) denunciou a agressão israelita ao Sul da Síria e apelou a uma intervenção internacional. Netanyahu diz que as forças de ocupação se irão manter na Síria, Gaza e Líbano.

Síria Médio Oriente Israel ocupação
Créditos / Anadolu

Num comunicado emitido esta segunda-feira, a que a PressTV faz referência, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria, onde governa a HTS, condenou as incursões israelitas nas províncias de Quneitra e Daraa, bem como os ataques de artilharia noutras zonas do Sul.

De acordo com a fonte, os ataques «aterrorizaram a população civil» e constituem uma violação grave da soberania e da integridade territorial do país.

O ministério do governo liderado pela Al Qaeda acrescentou que estas operações israelitas violam o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e o Acordo de Separação de Forças de 1974.

O texto alerta que as sucessivas acções militares estão a dificultar os esforços para restabelecer a segurança e a estabilidade, ao mesmo tempo que aumentam a pressão sobre as comunidades já afectadas por anos de conflito.

Além disso, as operações sionistas no Sul da Síria representam um risco de escalada e tensão em toda a região, refere o governo sírio da HTS, apelando às Nações Unidas e à chamada comunidade internacional para que tomem medidas concretas com vista a impedir as repetidas violações israelitas e garantir o respeito pelos acordos existentes.

O comunicado foi divulgado depois de as forças israelitas terem anunciado a morte de duas pessoas no Sul da Síria, alegando movimentações «estranhas» na chamada «zona de segurança» estabelecida pelos sionistas em território sírio.

Antes, a agência Sana havia reportado ataques de artilharia e de helicópteros israelitas contra a aldeia de Abdin, na região ocidental da província de Daraa.

Após a queda do governo de Bashar al-Assad, a 8 de Dezembro de 2024, Israel declarou que o Acordo de Separação de Forças de 1974 já não era válido e deslocou forças para uma «zona tampão» em território sírio.

Desde então, o governo liderado pela Hayat Tahrir al-Sham (a Al Qaeda na Síria) tem denunciado repetidamente que Israel está a expandir a sua presença militar no país árabe e realizar ataques nas proximidades da chamada «zona desmilitarizada» no Sul.

Israel afirma que se vai manter em Gaza, no Líbano e na Síria

A semana passada, o governo de Benjamin Netanyahu declarou que irá manter forças militares de ocupação no Sul do Líbano, na Síria e em Gaza «o tempo que for necessário».

Ao discursar numa cerimónia de graduação de oficiais, na passada quinta-feira, Netanyahu disse que as tropas israelitas irão permanecer nas chamadas «zonas de segurança», nos países referidos, por tempo indeterminado.

Também o ministro da Guerra, Israel Katz, se pronunciou no mesmo tom de desafio, afirmando que as forças sionistas ficarão nessas zonas enquanto Israel o considerar necessário e insistindo que não irão sair do Sul do Líbano.

Desde que o memorando de entendimento para pôr fim à guerra de agressão contra o Irão entrou em vigor, as forças de ocupação israelitas mantiveram as operações na Cisjordânia ocupada, em Gaza (onde provocaram pelo menos 73 058 mortos desde Outubro de 2023) e no Líbano, com ataques incessantes contra o Sul.

Dados oficiais divulgados pelo Ministério libanês da Saúde Pública indicam que desde o início da mais recente ofensiva israelita contra o país, a 2 de Março último, pelo menos 4247 pessoas foram mortas e 12 195 ficaram feridas.

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