Em resposta a uma pergunta da Prensa Latina, o Gabinete do Porta-Voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China indicou que Pequim tem expressado repetidamente a sua posição firme sobre questões relacionadas com a Ilha.
O gabinete instou Washington a suspender, o mais rapidamente possível, as sanções e o bloqueio que impõe ao país caribenho e a abster-se de difamar, de forma reiterada, outros países.
Salientou que a cooperação entre a China e Cuba é aberta e legítima, e refutou as acusações contra estes laços.
Além disso, refere a Prensa Latina, afirmou que Pequim continuará a apoiar Havana, com firmeza, na defesa da sua soberania nacional e na oposição à interferência externa.
Por seu lado, o Global Times refere que a diplomacia chinesa condenou as mais recentes medidas unilaterais impostas por Washington a empresas e indivíduos na maior ilha das Antilhas, tendo instado os Estados Unidos a acabar com o bloqueio que impõe a Cuba há quase sete décadas e a pôr fim à sua política de sanções.
Sublinhando a oposição firme de Pequim, repetidamente afirmada, às medidas coercivas de Washington, Guo Jiakun, representante do ministério, exortou ainda os EUA «a pararem de atacar os outros repetidamente».
Refutou ainda quaisquer tentativas da parte de Washington de lançar suspeitas sobre as relações entre Havana e Pequim, sublinhando que as relações bilaterais de cooperação não violam nenhuma norma internacional.
«A cooperação sino-cubana é transparente», disse Guo, frisando que o seu país continuará a ser um aliado de Cuba na oposição a ingerências externas.
Novas sanções contra entidades e funcionários
No âmbito da política de assédio permanente a Cuba, os EUA anunciaram na semana passada um novo pacote de sanções contra cinco entidades e oito funcionários estatais do país caribenho.
Em comunicado, o Departamento de Estado fez saber que as novas medidas coercivas envolvem empresas e funcionários ligados ao Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, pela alegada importação de armas e cooperação militar com a Rússia e a China.
As sanções congelam qualquer propriedade ou interesse financeiro dos visados sob jurisdição norte-americana e proíbem pessoas e empresas dos Estados Unidos de realizar transacções com eles.
De acordo com as medidas unilaterais de Washington, os bancos e as empresas estrangeiras que negoceiem com os sancionados podem ser expostos a medidas semelhantes.
Entre os funcionários visados, refere a Prensa Latina, contam-se o ministro das Forças Armadas cubanas, Álvaro López Miera; o chefe do Estado-Maior, Roberto Legrá Sotolongo; o responsável de Relações Externas do ministério, José Antonio Remón Rodríguez, e o seu director económico, Oscar Enrique Biosca Gallego.
Outros visados pelas sanções são também os adidos militares de Cuba na Rússia, Mónica Milián Gómez, e na China, Waldo Pérez Cortés.
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