O rapper Macklemore, com o seu já conhecido histórico de solidariedade com o povo palestiniano, teve agora a sua participação cortada no Loop Tour depois de pedir uma «Palestina Livre» no MetLife Stadium. O artista teve particular atenção ao público judeu, enfatizando: «a todos os meus irmãos e irmãs judeus, criticar Israel, criticar o apartheid e ser contra o genocídio não é, de forma alguma, uma crítica que vos faço».
No mesmo discurso, Macklemore revelou à plateia – que sempre aderiu de uma forma muito positiva aos seus apelos pela libertação da Palestina – que a possibilidade de levar o grito de «Palestina Livre» para tantos palcos espalhados pelos Estados Unidos da América o deixou muito animado para participar na digressão.
Enquanto nas redes sociais em Portugal se discute as implicações, a eficiência e a moralidade de um boicote a artistas que defendem o genocídio levado a cabo pelo Estado de Israel, como é o mais recente caso dos artistas que desistiram de participar no «Commedia à La Carte Fest», com a participação de Jerry Seinfeld, Macklemore foi cancelado de forma palpável no mundo real.
Em menos de 10 dias, oito salas de espectáculos confirmadas para a digressão posicionaram-se contra a entrada de Macklemore: Lincoln Financial Field, Gillette Stadium, Mercedes-Benz Stadium, Lucas Oil Stadium, Bank of America Stadium, AT&T Stadium, e Raymond James Stadium, todos propriedade da Kraft Group.
«Tomar partido pode sair-te caro. (...) Mas não há posição neutra entre o opressor e o oprimido», confessa Macklemore, no final da carta aberta publicada nas suas redes sociais, após ser excluído do cartaz. Na carta, o artista acusa Robert Kraft, dono e CEO do Kraft Group de ter encabeçado a decisão de cancelar sua participação. O bilionário é conhecido apoiador de Israel e patrocinador contumaz da AIPAC, grupo de lobby israelita nos EUA, de acordo com o Times of Israel.
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