A passagem de milhares de pessoas de Marrocos para este território de Espanha no norte de África, para além de ser inseparável de uma dimensão humanitária que explica muitas das movimentações migratórias em busca de uma vida melhor, contou com a passividade da polícia marroquina e deve ser vista também à luz da conjuntura internacional e do posicionamento de Pedro Sánchez, nomeadamente sobre o genocídio na Palestina promovido por Israel.
Entretanto, estes acontecimentos ocorridos em Ceuta já motivaram reacções políticas em Portugal, com o Chega a reclamar a reposição do controlo fronteiriço, enquanto o PCP denuncia «o aproveitamento que alguns pretendem fazer para a sua agenda reaccionária e xenófoba com o agigantamento da situação», acusando-os de avançarem com propostas irresponsáveis como «o fecho da fronteira com Espanha num mês de entrada de milhares de cidadãosoriundos de países não Schengen em Portugal».
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