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|México

Sheinbaum denuncia ofensiva da extrema-direita internacional contra o seu governo

A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que a direita mexicana está a levar a cabo uma campanha articulada com a direita internacional para atacar «o governo e o povo do México».

Créditos José Méndez / EPA

Numa conferência na Cidade do México, esta quarta-feira, a chefe de Estado defendeu que a ofensiva é articulada sobretudo com elementos da Argentina, Espanha e EUA, e que tem expressão nas redes sociais e nos órgãos de comunicação social, recorrendo a conceitos como pátria, família ou liberdade que, em seu entender, não têm fundamento na história nacional.

Sheinbaum fez referência ao relatório que vai apresentar no próximo domingo para sublinhar que não se trata apenas de assinalar o segundo aniversário da sua administração. «é também para dizer: temos de estar perto e activos, informando sobre esta ofensiva contra nós».
Citada por La Jornada, a presidente mexicana alertou que os executivos da transformação estão sujeitos a ataques que exigem que se mantenham «perto do povo e mobilizados, defendendo a soberania, a independência, a liberdade, a democracia», entendida «como representação do povo, não a democracia das elites».
A presidente disse ainda que há alguns sectores nos Estados Unidos que pugnam por um «governo a jeito» no México, como o de Porfirio Díaz, ao qual decretem as políticas a aplicar. Em resposta, reafirmou a vontade do seu governo de colaborar com a administração dos EUA, mas tendo por base uma relação de respeito pela soberania nacional.

Neste sentido, salientou que no México «decide o povo» e que «não há “eleitores externos”», ao mesmo tempo que manifestou preocupação com as tentativas de utilizar o seu país como plataforma de disputa nas eleições norte-americanas de Novembro e com a eventuais interferências nas eleições mexicanas em 2027.

Continuam as «mentiras» na Televisión Azteca

No que respeita à TV Azteca, Sheinbaum frisou que as suas declarações para que as pessoas não vejam este meio de comunicação por causa das «mentiras que divulga» estão longe de ser censura e que se tratou «apenas de uma opinião».

Afirmou a este propósito que não está em causa o fim da concessão ou qualquer tipo de censura, e acrescentou que o seu governo vai exercer o direito de resposta, porque ali «estão a fazer política» e a divulgar «mentiras».

No que respeita ao empresário, magnata detentor da TV Azteca, Ricardo Salinas Pliego, a presidente mexicana afirmou que o seu descontentamento decorre da exigência de pagamento de 32 mil milhões de pesos por evasão fiscal acumulada desde os governos de Felipe Calderón e Enrique Peña Nieto.

«Há já algum tempo que esta estação de televisão mantém uma ofensiva contra o governo mexicano, com muitas mentiras», declarou Sheinbaum, que, ao insistir nos ataques da direita, sublinhou as ligações existentes «entre organizações internacionais e a direita mexicana».

A este propósito, recordou que o sector conservador sempre apelou ao intervencionismo estrangeiro. Em contrapartida, afirmou, o seu movimento baseia-se «no legado das grandes civilizações pré-hispânicas e na gloriosa história do México, desde a Independência até aos dias de hoje».

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