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|mobilidade e transportes

Linha do Alentejo. Utentes esperam que os anúncios se traduzam em obras concretas

A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo tem reunido com os presidentes das câmaras da região para fazer chegar os problemas há tantos anos identificados, agora que novos anúncios foram feitos pelo Governo.

Créditos / IP

Com o intuito de alargar a auscultação dos utentes, a Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo tem realizado uma série de reuniões com as autarquias. Já concluídos os encontros com  Beja, Alvito e Vendas Novas, aguardam agora as reuniões com Cuba e Beja, bem como com a CP e a CCDR Alentejo.

Em comunicado, a comissão aponta vários problemas crónicos: o reduzido número de composições face ao aumento da procura com o Passe Verde; as dificuldades na marcação de lugares que esgotam em minutos; os atrasos constantes de 45 a 90 minutos; a substituição do Intercidades por material regional mais lento e, em particular, as automotoras entre Beja e Casa Branca com ar condicionado avariado mesmo com temperaturas superiores aos 40 graus, colocando em causa o conforto e a saúde dos passageiros .

A comissão considera positiva a Resolução do Conselho de Ministros n.º 85/2026 que autoriza a modernização do troço Casa Branca–Beja, mas manifestou reservas quanto ao prazo de execução (2027-2033) e ao histórico de promessas não cumpridas. «Após 16 anos de reivindicações, os utentes esperam que os anúncios se traduzam em obras concretas, sem novos adiamentos», sublinha a nota.

No comunicado, os utentes reivindicam ainda a reposição da ligação Beja–Funcheira e a ligação ao Aeroporto de Beja, «de forma a potenciar a interligação dos diferentes modos de transporte e a promover o desenvolvimento económico e social de toda a região».

A defesa da qualidade do serviço ferroviário está intimamente ligada à qualidade de vida destas populações, «essencial para combater o isolamento da região, garantir mobilidade a quem não dispõe de transporte próprio, promover a coesão territorial, reduzir o impacto ambiental das deslocações e contribuir para o desenvolvimento económico e turístico», destacam.

Por se tratar de uma «obrigação do governo», o qual deve «assumir verbas, meios e prazos para a resolução» dos problemas, a comissão saúda os mais de 6 mil subscritores da petição pública «Por uma ferrovia de qualidade ao serviço da região Alentejo», online e em papel. 
 

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