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|mobilidade e transportes

Metro de Lisboa ganha finalmente nova máquina de alisar carril. Anterior era de 1976

Será apresentada esta tarde a nova esmeriladora do Metropolitano de Lisboa, na presença do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, cujo contributo foi atribuir-lhe o nome de «Esmeralda». 

Créditos / Metropolitano de Lisboa

A sessão de apresentação da nova máquina que permite alisar o carril está marcada para as 16h30, no Parque de Material e Oficinas de Calvanas, no Campo Grande. Há muito aguardado, este é um equipamento fundamental na operação do Metropolitano, uma vez que permite reduzir o ruído, determinante para a qualidade da viagem no sistema; a vibração, diminuindo o desgaste do material circulante; assim como o atrito e o consumo de energia.

A anterior esmeriladora era de 1976. Quando fez 40 anos (2016), e já devia ter sido substituída há mais de dez anos, o PCP colocou formalmente a questão ao governo do PS, alertando então que «o adiamento da resolução dos problemas de materiais e equipamentos (incluindo a esmeriladora) no Metropolitano e a falta de pessoal na manutenção de via está a levar a uma degradação da infra-estrutura, com impactos no material circulante, nos utentes e na qualidade do serviço». 

Essa não foi, no entanto, a prioridade do executivo. Entre o salvamento de bancos e as imposições da União Monetária, o governo de António Costa demoraria cinco anos a autorizar o Metropolitano a investir 8 milhões num equipamento fundamental e que se paga a si próprio num ou dois anos, graças à redução de despesas de manutenção dos comboios. Foi em Abril de 2021 que o Metropolitano de Lisboa assinou o contrato para a aquisição de um veículo esmerilador, celebrado com a empresa americana Harsco Rail Europe, num investimento de 7 994 137,00 euros. Mas a máquina que, como anunciava o Metropolitano de Lisboa, corrige deficiências nos carris causados pelo respectivo desgaste, só chega cinco anos depois.

Cabe ao ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, assumir o mérito por um investimento que não autorizou quando integrou o governo de Passos Coelho e Paulo Portas, entre 2011 e 2015. Nesse período, o executivo defendia publicamente a necessidade de obter 100% de taxa de ocupação do Metropolitano (ou seja, taxas de ocupação de 180% num dos sentidos do movimento pendular), espaçar horários para ter comboios mais cheios e reduzir a velocidade. Gerir este serviço público com critérios liberalicidas, designadamente o da tentativa de privatização, foi uma das imagens de marca do governo a que também pertenceu Miguel Pinto Luz, que agora atribuiu o nome de «Esmeralda» à nova máquina de esmerilagem, um investimento que já se justitificava há 15 anos.

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