O Congresso deverá eleger a direcção social-democrata para os próximos dois anos, com duas listas concorrentes ao Conselho Nacional, com a lista favorita e afecta a Montenegro a ser liderada por Carlos Moedas.
Entretanto, a derrota do Governo na questão do pacote laboral não deixará de ensombrar o Congresso, considerando que o PSD acabou por ser derrotado também com os votos do Chega, consequência da forte mobilização dos trabalhadores.
Uma derrota que coloca o PSD numa encruzilhada. Por um lado, André Ventura tem sido o parceiro preferencial do Governo e do PSD e, por outro, o seguidismo e as fortes cedências de Luís Montenegro face à agenda do Chega, inclusive em relação à revisão constitucional, não foram suficientes para aprovar esta reforma laboral. Isto é, o Chega não quer apenas ser muleta do Governo, pretende ganhar terreno eleitoral ao PSD e ultrapassá-lo, na perspectiva de que é preferível o original à cópia. Este é o dilema que não deixará de pairar em Sangalhos este sábado e domingo.
Passos Coelho acenou muito tempo com a chegada do “diabo” quando da formação do governo PS, em 2015, com apoio parlamentar à esquerda. O problema é que, afinal, o “diabo”, tarde, mas acabou por chegar e estará agora atrás da porta da S. Caetano à Lapa.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui