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Secretário-geral dos TSD e antigo dirigente da UGT votou a favor do pacote laboral

Pedro Roque, secretário-geral dos Trabalhadores Social-Democratas, uma das duas tendências político-sindicais da União Geral de Trabalhadores (UGT), foi um dos deputados do PSD a votar, esta sexta-feira, a favor do derrotado pacote laboral.

Créditos / UGT

António Pedro Roque, deputado do PSD eleito pelo círculo de Setúbal (depois de já ter sido eleito pelos círculos de Faro, Leiria, Lisboa e Porto) e actual secretário-geral dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD), estrutura autónoma do PSD que é uma das duas tendências político-sindicais activas na União Geral de Trabalhadores (UGT), foi um dos derrotados desta sexta-feira. Ao lado do PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal, o dirigente do Partido Social Democrata assistiu à derrota do pacote laboral que continha mais de cem medidas negativas que queria impingir aos trabalhadores que diz representar.

O deputado tem uma longa história de sindicalismo dentro da UGT. Foi vice-secretário-geral do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (Sindep/UGT), de 1990 a 2002 e de 2005 a 2009. Pouco depois, assumiu um cargo nacional nesta central sindical, como secretário-geral Adjunto da UGT entre 2009 e 2011. 

As suas relações com a UGT não desapareceram a partir do momento em que abandonou o secretariado desta organização. No último congresso (XIV.º), realizado entre 23 e 24 de Abril de 2022, Pedro Roque foi convidado pela UGT para se dirigir à reunião magna da União Geral dos Trabalhadores: «uma casa que também é minha», afirmou, então, o deputado do PSD.

O secretário-geral dos TSD foi uma das figuras que tentou, na opinião pública e mediática, justificar e desvalorizar o carácter nocivo do pacote laboral do PSD. Em Setembro de 2025, Pedro Roque afirmava na CNN que o pacote era apenas uma proposta de trabalho, ainda com muitas coisas a alterar (essa proposta acabou por ser apresentada sem ser introduzida quase nenhuma alteração). 

Numa entrevista ao Observador, em que foi relembrado que os TSD tinham apelidado a reforma laboral de equilibrada, moderada, com a capacidade de proteger ao mesmo tempo os direitos laborais e a competitividade das empresas», Pedro Roque teve de ensaiar um conjunto de críticas pífias ao pacote, acabando por assumir que ia votar no parlamento em «solidariedade» com o resto do seu grupo parlamentar. Foi o que aconteceu esta sexta-feira, o antigo sindicalista Pedro Roque afundou-se com o resto da sua bancada, derrotados pela força dos trabalhadores.

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