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Brisa distribui migalhas em novo acordo salarial

Após lucro de 277 milhões de euros em 2023, empresa propõe aumento de salários aquém da sua capacidade.
Créditos Paulo Ricca

O ano de 2023 foi o mais lucrativo na história da Brisa, porém o novo aumento salarial de até 5% não reflecte este bom negócio. Os trabalhadores da empresa vêm desde o final do ano passado a reivindicar melhorias laborais e um ajuste salarial que faça frente à escalada dos custos de vida.

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) anuncia em nota que o acordo firmado prevê, para além da alteração nos rendimentos, o pagamento de 5 euros para os subsídios de função; a aplicação de gratificação extraordinária semelhante à realizada em anos anteriores; a atribuição de vales sociais e a inspecção dos automóveis.

As categorias de operadores de posto de portagem, ajudantes oficiais de obra civil e escriturários obtiveram alteração na tabela salarial. Por fim, a carreira de operador central de comunicações teve a sua designação alterada para técnico de operações rodoviárias, ganhando um novo descritivo profissional e tabela salarial.

O sindicato afirma que as reivindicações asseguradas ainda não são suficientes para os trabalhadores que já se movimentaram com abaixo-assinados, plenários e moções em Coina, Carregado, Leiria, Almodôvar e Santa Maria da Feira.

Os diferentes trabalhadores foram ouvidos e as suas distintas realidades profissionais e particulares necessidades laborais dão corpo às exigências dos acordos que continuarão a ser levados à negociação com a empresa. A nota do sindicato também indica que o grupo de trabalho dará início à nova fase de «revisão de qualificação de funções» no dia 9 de Maio.

A falta de resposta no aumento significativo e justo dos salários por parte da Brisa evidencia a sua «hipocrisia». De facto, a condicionante à subida salarial não é o aumento de produtividade, como muitas vezes tentam convencer como uma regra do mercado. O certo é que quando há um recorde em lucros, os trabalhadores permanecem sem os ajustes respectivos nos rendimentos.

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