Passar para o conteúdo principal

|Vitórias Laborais

Coca-Cola: primeiro estranha-se, depois aumenta-se

Os 387 trabalhadores da Coca-Cola em Portugal (com fábrica em Azeitão) aprovaram, em plenário do SINTAB/CGTP-IN, um acordo que garante aumentos de 2,5% (mínimo de 50 euros) e mais um dia de férias.

Créditos / Coca-Cola

«A actividade local da Coca‑Cola em Portugal gerou 687 milhões de euros de valor acrescentado em 2024, o que corresponde a 0,26% do Produto Interno Bruto nacional». Com presença em Portugal há mais de 40 anos, a multinacional americana orgulha-se de liderar o seu sector e reclama um cuidado especial com os seus «colaboradores». Tudo isto não impediu a Coca-Cola de propor aumentos de 2,3%, sem valor mínimo. 

«Em alguns casos, isso significava aumentos de apenas 19 euros» mensais, explica, em nota divulgada nas suas redes sociais, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das indústrias da Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN). Foi a «organização, unidade e luta» dos trabalhadores quem inverteu a situação, impondo aumentos salariais de 2,5%, com um valor mínimo de 50 euros.

Os plenários realizados (presencialmente na fábrica em Azeitão e por teleconferência com as seis delegações comerciais) na passada sexta-feira aprovaram o resultado das negociações com o patronato, que incluiu também «mais um dia de férias sem penalização e a extensão do serviço médico permanente a todo o território nacional e ilhas».

«Nada foi oferecido. Tudo o que foi conquistado resultou da força colectiva de quem não baixou os braços». E essa força vai voltar a fazer-se sentir já na greve geral de 3 de Junho, à qual os trabalhadores decidiram aderir por unanimidade, rechaçando o pacote laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP.

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui