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«Ninguém fica de fora da ofensiva do Governo». Administração Local vai à Greve Geral

A mobilização que se faz sentir na Administração Local e no sector empresarial do Estado antecipa o encerramento de muitos serviços na greve geral de 3 de Junho de 2026, afirma o STAL/CGTP-IN. Trabalhadores levam reivindicações próprias.

Créditos CGTP / STAL

Uma das linhas de ataque mais usadas por comentadores e políticos de direita contra a mobilização sindical prende-se com a suposta inexistência de consequências das medidas do pacote laboral na vida dos profissionais da função pública. Nada podia estar mais longe da verdade. Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL/CGTP) relembra que, neste momento, a «Lei do Trabalho em Funções Públicas já remete para o Código do Trabalho, por exemplo, em matérias como parentalidade, assédio, teletrabalho ou liberdade sindical». 

Todas estas são matérias vertidas no pacote do PSD/CDS-PP - «ninguém fica de fora da ofensiva do Governo». No entender do STAL, as mais de 100 alterações incluídas na proposta de alteração às leis laborais (que o Governo já entregou no Parlamento) redundam em «mais exploração e injustiças, a desvalorização dos salários, despedimentos sem justa causa, desregulação dos horários, destruição da contratação colectiva, limitação do direito à greve e à liberdade sindical».

Para além destas questões, os trabalhadores da Administração Local e do sector empresarial do Estado vão levar à greve geral de 3 de Junho reivindicações próprias e específicas à sua condição: a aplicação de um «Suplemento de Penosidade e Insalubridade mais abrangente e actualizado», incluindo também o factor do risco, a todos os trabalhadores do sector empresarial, «sem prejuízo de instrumento de regulamentação de colectiva de trabalho mais favorável».

O STAL defende ainda a «regulamentação dos suplementos de Disponibilidade e Piquete»; uma identificação e regulamentação abrangente das Profissões de Desgaste Rápido na Administração Local, sector empresarial e nas empresas concessionárias, e a «reposição integral do direito à indemnização devida por acidente de trabalho e/ou doença profissional».

Já foi entregue o pré-aviso de 24 horas ao trabalho normal, suplementar e às horas extraordinárias para todos os trabalhadores da Administração Local e sector empresarial referente à greve geral de 3 de Junho. O sindicato apela à mobilização destes trabalhadores e a «paralisação total do trabalho» nesse dia.

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