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Sete meses de silêncio levam trabalhadores do Carcavelos Beach Hotel à luta

Ao sétimo mês de espera por uma resposta da administração, os trabalhadores do Carcavelos Beach Hotel cumprem hoje uma paralisação e concentração por melhores salários. 
 

Convocada pelo Sindicato da Hotelaria do Sul, a acção de luta dos trabalhadores surge na sequência de meses de espera por melhores salários no Carcavelos Beach Hotel.Segundo o sindicato, a administração do hotel que pertencente ao Grupo Hotéis Alexandre Almeida não apresentou qualquer contraproposta ou resposta formal às reivindicações, apesar das sucessivas insistências e de reuniões requeridas junto da DGERT e do Ministério do Trabalho.

Os trabalhadores acusam a gestão de «total falta de respeito» e de adiar deliberadamente a negociação sobre aumentos salariais, melhoria das condições de trabalho e outras matérias essenciais.

Desta forma, a concentração de hoje insere-se também na campanha nacional da Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN), que exige uma negociação séria e justa do Contrato Colectivo de Trabalho dos Hotéis Centro-Sul com a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). Esta convenção colectiva não é revista desde 2004, afectando milhares de trabalhadores do sector.

O Sindicato da Hotelaria do Sul recorda que o proprietário do Carcavelos Beach Hotel integra os órgãos sociais da AHP, o que, segundo a estrutura sindical, «reforça a responsabilidade da empresa na defesa da contratação colectiva e de uma negociação séria que valorize os trabalhadores do sector».

Os trabalhadores elencam um conjunto de exigências concretas que consideram mínimas para repor a dignidade e a justiça na relação laboral: um aumento salarial intercalar de 30 euros para todos os funcionários, com efeitos retroactivos; a atribuição de um subsídio de transporte mensal no valor de 40 euros; e o alargamento do pagamento do trabalho nocturno ao período compreendido entre as 06h00 e as 07h00.

A concentração de hoje decorre após um plenário de trabalhadores que aprovou as reivindicações e o calendário de luta. O sindicato alerta que, na ausência de uma resposta da administração, outras formas de protesto poderão ser equacionadas nos próximos dias.
 

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