A Intersindical afirma num comunicado divulgado esta segunda-feira que o «grande êxito da greve geral de 3 de Junho» reafirmou a crescente rejeição dos trabalhadores às propostas do Governo de Montenegro. «Demostrou que os trabalhadores não se resignam» e «exigem a derrota desse ataque brutal aos direitos», frisa.
A confederação critica o agendamento da discussão na generalidade do pacote laboral para o próximo dia 18 de Junho, ainda antes de terminar o prazo para a consulta pública, e depois da tentativa de «dissimular o objectivo do agendamento com uma outra marcação pelos partidos do Governo retirada à última hora». Este comportamento revela, na óptica da CGTP-IN, «a fragilidade da posição de um governo que não tem como justificar a continuação deste processo».
Perante a votação na generalidade agendada para dia 18, a posição da Inter é clara: exigir aos partidos com assento parlamentar que «respeitem a vontade dos trabalhadores bem expressa na luta desenvolvida» e que rejeitem o pacote laboral. A rejeição deverá ser «inequívoca», refere, insistindo na importância do voto contra «qualquer tentativa tentativa de fazer baixar o pacote laboral à especialidade sem votação». A abstenção, alerta a central sindical, é vista como uma forma de «viabilizar o andamento» do documento e as forças que optarem por essa via «serão responsabilizadas pelos trabalhadores por essa afronta aos seus direitos».
Para o dia da discussão na Assembleia da República, 18 de Junho, a partir das 13h30, a CGTP-IN convoca novamente os trabalhadores a afirmar, junto ao Parlamento, que «não aceitam retrocessos» e a exigir a retirada desta proposta de alteração do Código do Trabalho.
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