É uma realidade que se tornou prevalente nas lojas e supermercados de todo o país. O Lidl, não é excepção – «Todos os clientes do Lidl encontram, diariamente, filas nas caixas, artigos em falta nas prateleiras, casas de banho e parques de estacionamento em más condições, e falta de trabalhadores para ajudar na loja, nas caixas automáticas e no sistema Volta», acusa o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN).
«Somos poucos para a quantidade de trabalho que diariamente temos de enfrentar». Numa entrevista ao AbrilAbril em 2023, Célia Lopes, dirigente do CESP, denunciava este exacto problema – «o que todas as cadeias de distribuição têm feito é reduzir drasticamente o número de trabalhadores por metro quadrado. O número de trabalhadores e as horas trabalhadas» – todos os anos se multiplicam o número de supermercados mas o número de trabalhadores no sector é relativamente igual há mais de uma década.
Os trabalhadores do Lidl, afirma a estrutura sindical, dão o seu «melhor diariamente, com muito esforço e empenho», mas não se conseguem «dividir para cobrir todas as necessidades das lojas». A obrigação desta multinacional da grande distribuição é a de «criar condições de trabalho dignas para quem assegura o funcionamento da empresa».
Ao longo desta terça-feira, 27 de Outubro, o CESP realizou um conjunto de acções de denúncia em lojas do Lidl em sete distritos de Portugal continental (Aveiro, Lidl Estarreja; Porto, Lidl Gondomar; Setúbal, Lidl Setúbal Bela Vista; Faro, Lidl Almancil; Lisboa, Lidl Vialonga; Braga, Lidl na Av. Imaculada Conceição e Lidl avenida Robert Smith; Santarém, Lidl Torres Novas) para denunciar a falta de condições de trabalho, condições essas «que se reflectem em falta de condições para os clientes».
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