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|Vitórias Laborais

Sindicato derrota Pingo Doce impedindo que mãe solteira seja transferida de loja

Tomando conhecimento que o Pingo Doce estava a procurar transferir uma mãe soletira com dois filhos para uma loja a 35 quilometros da sua unidade de origem, o CESP apresentou uma providência cautelar para travar uma mudança que obrigaria trabalhadora a duas horas de transportes públicos. 

 

Créditos José Coelho / Agência Lusa

É mais um caso que comprova dois elementos: a importância de um sindicato e a razão pela qual o grande patronato odeia o movimento sindical de classe. O Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) conseguiu, através de uma providência cautelar, impedir a transferência de uma trabalhadora do Pingo Doce que seria deslocada para uma loja a cerca de 35 quilómetros da sua unidade de origem.

A trabalhadora em causa é mãe solteira de dois filhos menores e tinha um horário fléxivel que permitia conciliar a vida profissional com a vida pessoas. A acção do CESP foi, desta forma, crucial uma vez que a trabalhadora passaria a ter que  a enfrentar um trajecto de cerca de duas horas em transportes públicos entre a sua casa e a nova loja.

Perante esta situação, o CESP interveio junto do Pingo Doce, recorrendo a uma providência cautelar para travar a decisão. O sindicato conseguiu, assim, obrigar a empresa a recuar e a recolocar a trabalhadora na loja onde sempre exerceu funções.

Num comunicado publicado nas redes sociais, o CESP destacou a vitória como um exemplo da importância da acção sindical na defesa dos direitos dos trabalhadores, especialmente dos que se encontram em situação de maior vulnerabilidade, como é o caso de mães solteiras com filhos menores a seu cargo.

 

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