É mais um caso que comprova dois elementos: a importância de um sindicato e a razão pela qual o grande patronato odeia o movimento sindical de classe. O Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) conseguiu, através de uma providência cautelar, impedir a transferência de uma trabalhadora do Pingo Doce que seria deslocada para uma loja a cerca de 35 quilómetros da sua unidade de origem.
A trabalhadora em causa é mãe solteira de dois filhos menores e tinha um horário fléxivel que permitia conciliar a vida profissional com a vida pessoas. A acção do CESP foi, desta forma, crucial uma vez que a trabalhadora passaria a ter que a enfrentar um trajecto de cerca de duas horas em transportes públicos entre a sua casa e a nova loja.
Perante esta situação, o CESP interveio junto do Pingo Doce, recorrendo a uma providência cautelar para travar a decisão. O sindicato conseguiu, assim, obrigar a empresa a recuar e a recolocar a trabalhadora na loja onde sempre exerceu funções.
Num comunicado publicado nas redes sociais, o CESP destacou a vitória como um exemplo da importância da acção sindical na defesa dos direitos dos trabalhadores, especialmente dos que se encontram em situação de maior vulnerabilidade, como é o caso de mães solteiras com filhos menores a seu cargo.
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