Um documento está a circular nas várias delegações portuguesas da Otis, multinacional norte-americana que lidera o sector de elevadores e tapetes rolantes, intitulado “Reporte de Ponto dos Colaboradores Diretos”, que «não deve ser assinado por nenhum trabalhador». Em comunicado, a comissão intersindical (SIESI, SITE Norte, SITE CSRA e SITE Centro-Norte, todos da CGTP-IN) alerta que o que está a ser solicitado pela empresa «contém várias ilegalidades».
Acresce ainda o facto de, segundo os sindicatos, o documento, distribuído como oficial, não cumprir os normais padrões da empresa, «nem da certificação ISO 9001, não tem data, nem está assinado por ninguém».
«A utilização dos smartphones (Iphone 14 Plus) e da aplicação “MOB” para recolhar dados e controlar o desempenho profissional dos trabalhadores é ilegal». O Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN) anuncia ter alertado a Otis sobre esta situação e exigiu a «anulação de toda a recolha de dados dos trabalhadores (pessoais e profissionais) com o uso de meios tecnológicos para controlo do desempenho profissional, por violação da lei portuguesa».
Os sindicatos querem saber precisamente quais são os dados recolhidos pela Otis, quem são os responsáveis pela protecção de dados, os procedimentos que a empresa tenciona implementar, para o tratamento destes dados e em quem medida estão em conformidade com a Lei. «Caso se mantenha a recolha ilegal de dados serão accionadas as entidades competentes», garante a comissão intersindical.
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