O processo negocial dos últimos meses arrancou, na EDP, com um objectivo em mente: «em primeira linha, a manutenção dos direitos já existentes». Em Outubro de 2025, a administração da empresa (liderada pelo demissionário Miguel Stilwell de Andrade) anunciara a intenção de denunciar o Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) em vigor.
No entanto, os vários sindicatos que compõem a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas (Fiequimetal/CGTP-IN) e os trabalhadores da EDP, na luta pela assinatura de um novo acordo, não cingiram a sua luta à garantia de que tudo ficava igual. Um dos objectivos centrais era a sua «melhoria, designadamente a valorização das carreiras e dos regimes especiais de trabalho e a sua retribuição».
A luta não foi em vão. Em comunicado, a Fiequimetal anunciou a assinatura de um novo acordo a 30 de Outubro, «um ano e um dia» depois da denúncia do anterior ACT. Ainda assim, a federação sindical garante que o dia em que este novo acordo colectivo for assinado, em Janeiro de 2027, «será o primeiro passo na procura da sua melhoria».
O ACT passa a ter um período de vigência por tempo indeterminado (anteriormente era de dois anos) e assegura que nenhum direito é perdido em relação ao de 2025, garantindo sempre «a revisão anual da tabela salarial e matérias de expressão pecuniária». Os valores dos subsídios de turno e de estudo, descanso compensatório, complemento remuneratório e trabalho por turnos foram todos alvo de actualizações remuneratórios.
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