A indigitação será agora objecto de pronúncia por parte da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e de audição na Assembleia da República.
O Conselho Geral Independente (CGI) da RTP foi introduzido em 2014, pela mão do governo do PSD/CDS-PP, e é composto por seis elementos, dois deles indigitados pelo governo. PS, BE e PCP acusaram este novo organismo de não ser suficientemente representativo, tendo os comunistas apresentado uma proposta que o substituiria por um novo Conselho Geral, composto por um membro designado por cada bancada partidária do Parlamento, três membros escolhidos pelo governo, dois indicados pela comissão de trabalhadores da RTP, dois indicados pelo conselho de opinião e ainda duas personalidades de reconhecido mérito.
Ana Margarida de Carvalho foi jornalista da Revista Visão desde a sua fundação, onde permaneceu durante quase 25 anos, nos quais foi ocupando várias categorias profissionais: Grande-repórter, editora da secção Sociedade, cronista e crítica de cinema. Trabalhou durante mais de uma década na secção de Cultura. Viu várias das suas reportagens premiadas.
Autora de guiões cinematograficos (ficção e documentários), foi também por várias vezes júri do ICA nos concursos de produção de longa-metragem, documentários e escrita de guião.
A romancista Ana Margarida de Carvalho venceu novamente o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), desta vez com a obra Não se pode morar nos olhos de um gato. Num comunicado, a APE esclarece que «o júri, constituído por José Correia Tavares, que presidiu, Isabel Cristina Rodrigues, José Carlos Seabra Pereira, Luís Mourão, Paula Mendes Coelho e Teresa Carvalho, ao reunir-se pela quarta vez, deliberou por maioria, pois Luís Mourão votou em A Gorda, de Isabela Figueiredo». Ana Margarida de Carvalho, que recebe pela segunda vez o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, é finalista do Prémio Oceanos, do Brasil, com esta obra. Publicado pela Teorema, o título Não se pode morar nos olhos de um gato foi considerado «livro do ano» pelo jornal Público e nomeado para «melhor livro de ficção narrativa» aos Prémios Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores, este ano. Ana Margarida de Carvalho nasceu em Lisboa, é licenciada em Direito e, nas eleições autárquicas de 1 de Outubro, foi eleita pela CDU à Assembleia Municipal de Lisboa. Como jornalista, recebeu, entre outros, os prémios Gazeta Revelação do Clube de Jornalistas de Lisboa, o do Clube de Jornalistas do Porto e o da Casa de Imprensa. O seu primeiro romance, Que Importa a Fúria do Mar, venceu por unanimidade o Grande Prémio de Romance e Novela APE, em 2013. Em parceria com Sérgio Marques publicou, em 2015, o livro infanto-juvenil A Arca do É. Além de Ana Margarida de Carvalho e de Isabela Figueiredo, eram finalistas do Grande Prémio de Romance e Novela APE Alexandra Lucas Coelho, Mafalda Ivo Cruz e Paulo Varela Gomes. Ana Margarida de Carvalho junta-se hoje à galeria de autores já distinguidos por duas vezes com o Grande Prémio de Romance e Novela da APE: Agustina Bessa-Luís, Maria Gabriela Llansol, António Lobo Antunes, Vergílio Ferreira e Mário Cláudio. Mário de Carvalho, David Mourão-Ferreira, José Saramago, José Cardoso Pires, Rui Cardoso Martins, Vasco Graça Moura e Lídia Jorge foram alguns dos autores que também receberam o prémio. De acordo com a APE, este ano apresentaram-se 93 livros a concurso, publicados em 2016, com a chancela de 44 editoras. O prémio tem o valor pecuniário de 15 000 euros. Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz. O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.Cultura
O Grande Prémio de Romance e Novela foi instituído pela APE em 1982
Ana Margarida de Carvalho distinguida pela Associação de Escritores
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A sua estreia na literatura deu-se em 2013 com a edição de Que Importa a Fúria do Mar, vencedor, por unanimidade, do Grande Prémio Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), prémio que voltou a ganhar em 2016, com o seu segundo livro Não se Pode Morar nos Olhos de um Gato.
A colectânea de contos, Pequenos Delírios Domésticos, de 2018, ganhou, por seu turno, o Grande Prémio APE do Conto Camilo Castelo Branco, tornando-se a primeira autora portuguesa a ganhar o prémio APE por três obras consecutivas.
O Gesto que Fazemos para Proteger a Cabeça, de 2019, foi finalista do Grande Prémio Romance e Novela da APE, do Prémio Oceanos e do Prémio Literário Europeu. O romance situa-se «durante os anos da Guerra Civil Espanhola, de que vamos tendo ecos nas histórias de fugitivos republicanos, ora salvos e escondidos, ora entregues às autoridades franquistas, o território que emerge nas páginas deste romance é o da raia alentejana», como o descreve o crítico literário José Mário Silva.
Bode Inspiratório é o nome da iniciativa que reúne escritores e artistas plásticos na vontade de comunicar com os que estão em casa devido à pandemia. O projecto propõe-se a lançar, todos os dias, um capítulo de um folhetim, em que participam mais de 40 escritores em isolamento. Começou sexta-feira, com Mário de Carvalho, e terminará no final de Abril, com Luísa Costa Gomes. Em declarações ao AbrilAbril, a escritora Ana Margarida de Carvalho sublinhou que a iniciativa partiu da vontade de se construir algo colectivamente a partir desta situação excepcional de isolamento. «Há uma ânsia e uma urgência de ajudar fazendo aquilo que nós sabemos fazer. Não somos médicos nem epidemiologistas, podemos levar comida aos nossos vizinhos e podemos ir cantar para as janelas, mas aquilo que sabemos fazer melhor é escrever», disse a autora. O nome do projecto faz várias referências. Segundo a escritora, pareceu-lhes adequado por ser um trocadilho com a expressão «bode expiatório», que tem o significado de atribuir culpas a alguém: «ora, em relação à pandemia não temos um bode expiatório. Seria tranquilizador, mas não temos. Bode inspiratório traduz o lado da inspiração artística mas também da inspiração respiratória, porque é isso que está em causa com esta doença.» Assim, os escritores pretendem oferecer a quem está em casa escritos «inéditos» que serão testemunho, igualmente, daquilo que está «na cabeça» destes artistas enclausurados. «Esta é uma maneira de continuarmos a comunicar com os nossos leitores, mas dando-lhes algo que pode ser historicamente interessante: o que é que vai na cabeça dos escritores num momento tão inverosímil como este», referiu Ana Margarida de Carvalho. Para além disso, como as agendas dos autores ficaram «despovoadas» de um momento para o outro, com feiras e encontros cancelados, esta é uma maneira de criar um elo com o público. «Os leitores podem comentar e interpelar os escritores na página de Facebook do projecto e tudo isso está a acontecer a um ritmo muito dinâmico», disse a escritora, acrescentando que existe já uma sensação de que o isolamento «se vai esbatendo». Os artistas plásticos, que também viram as suas exposições canceladas e não têm forma de mostrar o seu trabalho ao público, também são outro dos intervenientes. «A ideia é produzir uma obra em tempo recorde, em poucas horas, que também seja inédita e tenha a ver com este momento em que vivemos, nestes tempos de clausura e confinamento social», disse a autora. «Espero no futuro fazermos um livro e uma exposição com estes trabalhos, com este tema: trabalhos feitos sob o efeito desta pandemia e das medidas de contingência e isolamento», disse. Entre os escritores que participam estão Inês Pedrosa, Afonso Cruz, Ana Cristina Silva, Isabela Figueiredo, Valério Romão, Luís Miguel Rainha, Afonso Reis Cabral, Patrícia Reis e Helena Vasconcelos. Participam ainda, entre outros, Gabriela Ruivo Trindade, Adélia Carvalho, José Fanha, Domingos Lobo, Licínia Quitério, Tiago Salazar, Ricardo Fonseca Mota, Álvaro Laborinho Lúcio, Rita Ferro e Luís Castro Mendes. Entre os artistas plásticos encontram-se António Olaio, Ana Vidigal, Catarina Domingues, Gabriel Abrantes, Julião Sarmento, Manuel João Vieira, Manuel Justo, Pedro Cabrita Reis, Pedro Proença e Sara Bichão. Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz. O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.Cultura|
Quarentena de escritores contra o isolamento
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A escritora concebeu e organizou o folhetim literário Bode Inspiratório, durante o período mais crítico do confinamento em Portugal, em 2020, e que envolveu 46 escritores de língua portuguesa e 46 artistas plásticos (com a curadoria de Cristina Motta). O projecto multimédia online obteve larga repercussão mediática internacional, com tradução em seis idiomas.
Ainda este mês, Ana Margarida de Carvalho publicou a sua segunda colectânea de contos, Cartografias de Lugares Mal Situados, onde trabalha sobre cenários de guerra, que são, «por definição, lugares mal situados. Neles, as emoções são intensificadas, a generosidade, a compaixão, mas sobretudo a raiva, o medo, a crueldade e a bruteza».
Enquanto eleita pela CDU para Assembleia Municipal de Lisboa, em 2017, ocupou-se de assuntos de Cultura da cidade, nomeadamente delineando, com diversos contributos, os termos do Festival Internacional Literário – Festival 5L.
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