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Cooperação médica evidencia compromisso solidário de Cuba com os povos

As autoridades cubanas assinalaram este sábado o 63.º aniversário da cooperação médica internacional, página de solidariedade que começou com o envio de uma brigada para a Argélia.

Créditos Ampe Rogério / EPA

A solidariedade médica da Ilha com outros países remonta a 1960, ano em que partiu para o Chile uma brigada – para socorrer os atingidos por um terremoto na cidade de Valdívia –, no âmbito da cooperação que, desde o triunfo da Revolução, a 1 de Janeiro de 1959, Cuba manteve com países dos cinco continentes, tal como destacou o Ministério cubano dos Negócios Estrangeiros no seu portal.

No entanto, foi apenas a 23 de Maio de 1963 que Havana enviou profissionais da saúde «permanentes», numa primeira missão médica que teve como destino a Argélia.
A este propósito, o primeiro-ministro de Cuba, Manuel Marrero, sublinhou nas redes sociais que, «desde então, mais de 605 mil trabalhadores cubanos da saúde cooperaram em 165 países».

O chefe do executivo afirmou que, apesar das pressões norte-americanas e das campanhas de manipulação contra a cooperação médica cubana, a Ilha «continuará a levar saúde e solidariedade a cada canto do mundo que o necessite».

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, escreveu na sua conta de Twitter (X) que esta cooperação é «uma evidência do nosso compromisso solidário com a justiça social e a saúde dos povos do mundo».
«Hoje, quando o governo dos EUA insiste em manipular o trabalho solidário e humanista dos nossos cooperantes, e ameaça aos estados receptores, reiteramos o nosso compromisso de manter a nossa cooperação médica e apoiar aqueles que apostam na saúde como um direito para todas as pessoas», frisou o diplomata.

Reconhecimento internacional

Esta cooperação – lembra a agência Prensa Latina – foi alvo de críticas e pressões dos EUA durante décadas, por parte de sucessivas administrações. No entanto, o trabalho dos profissionais de saúde cubanos foi reconhecido por organismos internacionais, nomeadamente pelo seu impacto na diminuição da mortalidade infantil, na erradicação de doenças e na formação de profissionais de saúde em países de vários continentes.
De acordo com números oficiais do Ministério da Saúde Pública (Minsap), nestas mais de seis décadas de trabalho, os médicos cubanos realizaram mais de 17,3 milhões de intervenções cirúrgicas e mais de 5,6 milhões de partos.

«Na linha da frente contra desastres e epidemias segue também, desde a sua criação, em 2005, o Contingente Internacional de Médicos Henry Reeve, que protagonizou algumas das maiores epopeias humanitárias em defesa da vida», destacou a tutela.
Sublinhou ainda que 90 brigadas deste contingente prestaram serviços em 55 países, com mais de 13 400 médicos cubanos a lidarem com «crises de saúde de grande dimensão».

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