«Estamos a dar um passo concreto no sentido de restabelecer as relações diplomáticas entre nós — relações essas que nunca deveriam ter sido rompidas. Israel é um parceiro estratégico — sempre o foi e, a partir de agora, sê-lo-á ainda mais», afirmou esta quarta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros colombiano, assinalando a reabertura da embaixada da Colômbia em Israel, desta vez no território «ocupado» de Jerusalém. A inauguração da representação diplomática deste estado sul-americano contou com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros colombiano, Omar Bula Escobar, e o seu contraparte israelita, Gideon Sa’ar.
A embaixada colombiana tinha sido encerrada (e o embaixador retirado do país) em Maio de 2024, por decisão do Governo de Gustavo Petro, que decidiu cortar relações com um estado que promove o genocídio e o extermínio em massa da população civil em Gaza. Esta decisão foi, então, apelidada por Israel de «antissemita».
O acordo de livre-comércio rasgado por Petro em 2024 também foi agora reabilitado pela extrema-direita de Abellardo de la Espriella. Sa'ar defendeu que a «abertura de uma embaixada em Jerusalém não é apenas o reconhecimento do simples facto político de que Jerusalém é a capital de Israel. É também o reconhecimento de uma verdade histórica que nenhuma pessoa honesta pode negar».
Neste momento, apenas 10 países têm uma representação diplomática estabelecida em Jerusalém, um território altamente contestado e cujo lado oriental é oficialmente reconhecido pela ONU como território ocupado do estado palestiniano. A Colômbia junta-se agora aos Estados Unidos da América e a oito outros estados vassalos: Fiji, Guatemala, Honduras, Kosovo, Nauru, Papua Nova Guiné, Paraguai e Somaliland.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Autroridade Palestiniana condenou a abertura desta embaixada «em Jerusalém ocupada», o que constitui «uma violação do direito internacional, em particular das Resoluções 476 e 478 do Conselho de Segurança [das Nações Unidas], mina o consenso internacional sobre o estatuto jurídico da Cidade Santa e infringe os direitos inalienáveis do povo palestiniano».
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