Trata-se do segundo aumento dos combustíveis desde a chegada ao poder do Governo de Ahmed al-Sharaa, justificado pelas autoridades com o aumento dos custos nos produtos para refinação de petróleo no mercado internacional.
As medidas inserem-se numa política económica que procura reduzir a despesa pública, reformar o sistema de subsídios e abrir a economia ao investimento privado e estrangeiro, num país devastado por mais de uma década de guerra.
Recorde-se que o Governo de Ahmed al-Sharaa assumiu o poder com o golpe ao governo de Bashar al-Assad, em Dezembro de 2024, com o apoio dos EUA e de diversos governos da União Europeia. Mas o ex-líder terrorista (Abu Mohammed al-Jolani, que integrou o Estado Islâmico, a Al-Qaeda e o Hayat Tahrir al-Sham) tem sido alvo de protestos em diversos sectores sociais descontentes com as reformas económicas orientadas para a liberalização de sectores da economia, o corte nas prestações e apoios sociais e a redução do papel directo do Estado, incluindo processos de privatização e medidas de contenção da despesa pública.
O aumento dos combustíveis está a provocar novas tensões sociais, revelam os media sírios, num país em que uma parte muito significativa da população vive em situação de pobreza e onde o aumento dos preços tem um impacto particularmente pesado sobre as famílias e os trabalhadores.
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