Em causa estão as obras do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL), que obrigam ao encerramento da estação do metropolitano de Santa Apolónia. Esta segunda-feira, o Partido Ecologista Os Verdes (PEV) entregou uma recomendação na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), em que urge a autarquia a promover uma reunião pública urgente com os moradores e comerciantes, que será votada na sessão plenária da AML de 14 de Julho. O objectivo, lê-se num comunicado do grupo municipal do partido, é «apresentar as soluções alternativas de mobilidade que estão a ser pensadas para mitigar os impactos do encerramento temporário do metro entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço».
Se não houver outras derrapagens, a obra, que tem uma previsão de nove a dez meses, arranca este mês de Julho, estando a reabertura da estação prevista para Abril de 2027. O PEV alerta que a população «vai ser afectada na sua mobilidade» caso não sejam garantidas alternativas de transporte. Salienta, por outro lado, que «uma solução assim necessária não se compagina com um ligeiro reforço da oferta por parte da Carris», mas antes «com um reforço efectivo e com condições de circulação prioritária». E há respostas pensadas para este período, nomeadamente a criação de um corredor BUS contínuo de Santa Apolónia até ao Terreiro do Paço, o reforço da frequência de autocarros e a garantia de estações Gira e zonas de estacionamento.
Os Verdes denunciam que, apesar de o encerramento temporário do troço entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço «estar anunciado há tanto tempo», a população «ainda não foi consultada sobre as soluções concretas de alternativas de transporte, nem lhe foi sequer comunicada uma proposta concreta por parte do Metropolitano de Lisboa ou da Câmara Municipal».
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