A 11 de Setembro, a CGTP-IN convocou um mês de acção, mobilização e luta, com início a dia 17 de Setembro, dia da realização do Plenário de Sindicatos, em Lisboa. Os objetivos foram claros: realizar acções nas empresas e nos locais de trabalho, «dando também expressão de rua às reivindicações dos locais de trabalho e sectores e à luta dos trabalhadores».
Um mês depois do início do processo reivindicativo, Lisboa, Porto e Coimbra vão ser o palco para três manifestações. Deste modo, dia 17 de Outubro a CGTP-IN convoca todos para lutar contra o aumento do custo de vida, mais salário, melhores pensões e serviços públicos.
A CGTP-IN exige um aumento salarial de pelo menos 15%, num mínimo de 150 euros, para todos os trabalhadores em 2027, defendendo ainda a subida do Salário Mínimo Nacional para 1100 euros já no próximo ano.
Estas reivindicações espelham, acima de tudo, as profundas dificuldades com que o povo e os trabalhadores estão confrontados. Num contexto de aumento geral do custo de vida, em que o Governo recusa dar respostas em sede de Orçamento do Estado enquanto, em simultâneo, promove a especulação imobiliária, o primeiro-ministro disse esta manhã que não temos instabilidade em Portugal, quando comparando com outros países.
«Nós não temos essa instabilidade, nós não temos esse nível de conflitualidade e não podemos cair no erro de considerar que escassas pessoas dão agora uma ideia de um país que parece que está em turbulência, não está», disse o primeiro-ministro sobre as acções de protesto em Portugal, caracterizando-as como «egoístas».
Luís Montenegro parece esquecer-se que aqueles que derrotaram o pacote laboral vão sair novamente à rua já este sábado. A acção da CGTP-IN arrancará às 10h30 no Porto, com o ponto de encontro marcado para a Praça da Batalha; em Coimbra a manifestação partirá à mesma hora da Rotunda Portugal dos Pequenitos; e em LIsboa o início está previsto para as 14h30 no Cais do Sodré.
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