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A negociação não faz parte da cultura desta EGEAC

Há quase 5 meses que a EGEAC bloqueia as negociações. Plenário do STML/CGTP unânime na convocação de uma concentração para 22 de Outubro, junto à sede da empresa de gestão de equipamentos e animação cultural de Lisboa.

Pedro Moreira, presidente da EGEAC e antigo deputado do PSD, defendeu em Abril de 2026 a necessidade de retirar a carga ideológica da cultura em Lisboa, nomeadamente no que toca às comemorações do 25 de Abril e à gestão do Museu do Aljube, antiga prisão e espaço de tortura do regime fascista. Na imagem, ao lado de Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, responsável pela sua nomeação.

Créditos / Pedro Moreira

As negociações na Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) tiveram início a 14 de Abril de 2026. No entanto, os trabalhadores desta entidade lisboeta estão desde 11 de Março à espera da marcação de uma reunião para avançar com o processo, «num impasse justificado pela recusa da Administração em reunir e negociar», afirma o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML/CGTP-IN), em comunicado enviado ao AbrilAbril.

A estratégia "cega, surda e muda" da EGEAC tem reflexo em toda a sua actuação. Segundo o sindicato, os trabalhadores assistem a sucessivas mudanças na empresa «que estão a criar cada vez mais instabilidade e insegurança, sustentadas em decisões que parecem ser tomadas sem diálogo e sem ouvir quem cá trabalha».

Os trabalhadores, reunidos em plenário do STML, aprovaram por unanimidade a realização de uma concentração à porta da sede da EGEAC no dia 22 de Outubro, assumindo a disponibilidade para avançar com a eventual convocação de greves caso não seja dada qualquer resposta pela empresa municipal. 

As principais reivindicações dos trabalhadores prendem-se com a exigência de esclarecimentos da administração da EGEAC sobre a «retirada de autonomia financeira às direcções de inúmeros equipamentos que tem provocado atrasos na gestão dos eventos e espaços culturais», o aumento intercalar dos salários (num mínimo de 150 euros) e o respeito pelo direito à negociação, que está activamente a ser boicotado pela empresa.

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